O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta segunda-feira (9) uma situação de emergência nacional ao considerar o "risco extraordinário" representado pela Venezuela e impôs sanções contra sete altos funcionários do governo venezuelano, aprovadas recentemente pelo Congresso.

Os afetados pelas sanções terão congelados todos os bens que possam ter nos Estados Unidos e não poderão entrar no país. Eles são acusados de violar os direitos humanos ao reprimir os protestos que terminaram com 43 mortos em 2014 na Venezuela.

"Funcionários que violaram os direitos humanos de cidadãos venezuelanos e se envolveram em atos de corrupção não serão bem-vindos aqui, e agora temos ferramentas para bloquear seus ativos e o uso que fazem do sistema financeiro dos Estados Unidos", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

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A Casa Branca afirmou ainda estar profundamente preocupada com "os esforços do governo venezuelano em aumentar a intimidação a seus oponentes políticos", e disse que os problemas do país "não podem ser resolvidos criminalizando dissidentes".

As sanções já haviam sido aprovadas pelo Congresso no dia 10 de dezembro e ratificadas pelo presidente no dia 18 do mesmo mês. Entretanto, apenas hoje os implicados foram identificados.

São eles o comandante da Região Estratégica de Defesa Integral Central (REDI), Antonio José Benavides Torres; o diretor do serviço de inteligência SEBIN, Gustavo Enrique González López; Justo José Noguera Pietri, ex-comandante da Guarda Nacional, e a promotora Katherine Nayarith Haringhton Padrón.

Completam a lista o diretor da Polícia Nacional Bolivariana, Manuel Eduardo Pérez Urdaneta; o comandante da 31ª brigada armada do Exército, Manuel Gregorio Bernal Martínez, e o inspetor geral das Forças Armadas, Miguel Alcides Vivas Landino.

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Segundo a ordem executiva assinada nesta segunda-feira por Obama, o Departamento do Tesouro ainda poderá impor mais sanções contra quem cometer ações ou políticas contra processos ou instituições democráticas.

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que em breve o país divulgará a sua resposta à decisão.