Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, visitou neste sábado (7), a cidade de Selma, que fica no estado do Alabama, Condado de Dallas, para homenagear a todos os norte-americanos que há 50 anos lutaram pelo direito ao voto.

Obama assinalou que o processo para extinguir o racismo ainda não terminou: 'É errado acreditarmos que o racismo terminou, que o trabalho feito pelos cidadãos, homens e mulheres de Selma terminou. É um grande equívoco acreditar nisso', afirmou o presidente, em discurso realizado em Selma, pequena cidade do Alabama, conhecida por suas lutas e conquistas pelos direitos civis.

Barack Obama fez uma alusão ao preconceito contra os negros, ao citar que 'não necessita do documento de Ferguson', para concluir que o racismo ainda persiste.

A frase de Obama é direcionada ao documento do departamento de Justiça sobre a morte de um jovem negro desarmado e que foi morto por um policial branco, em agosto passado.

Numa atitude firme e consciente, sem meias palavras, o presidente da maior potência mundial continuou: 'Vamos abrir nossos olhos, ouvidos e principalmente os corações, e saberemos que a sombra do racismo, histórico em nosso país, continua sobre nós', discursou Barack Obama para milhares de pessoas que compareceram a Selma, para lembrar o 'Bloody Sunday' (Domingo Sangrento). 

Segundo Obama - que estava acompanhado pela primeira dama, Michelle Obama, e de seu antecessor na Presidência, o republicano George W. Bush - 'a marcha ainda não terminou'.

O presidente Barack Obama aproveitou a ocasião para denunciar a implementação – em alguns estados – de leis que tornam o exercício do voto inacessível  para minorias.

'Hoje,  50 anos após o Bloody Sunday, em Selma, ainda há leis forjadas em nosso país com o intuito de tornar impossível que o povo exerça o direito ao voto', continuou Obama em seu discurso, na ponte Edmund Pettus, local onde aproximadamente 600 pessoas sofreram severa repressão, há meio século.

Para Obama, atualmente Selma é um local muito inspirador para pessoas de qualquer credo, raça ou religião, cidadãos de todo o mundo que buscam o direito à igualdade.

Barack Obama dirigiu-se aos jovens, dizendo que em todos os lugares do mundo,  de norte a sul,  esta geração pode se inspirar naquela multidão de pessoas humildes e fracas que mudaram a visão da maior potência mundial e levaram seus líderes a lutar por todos os ideais de liberdade.

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