Com o massacre ocorrido na última sexta-feira (20) em duas mesquitas no Iêmen, mais um país do Oriente Médio entra para o noticiário. O número de mortos já é estimado em quase 150 e mais de 350 feridos. Enquanto participavam da reza mais sagrada para os muçulmanos, que acontece nas sextas-feiras ao meio dia, quando as mesquitas estão lotadas de fiéis, em um ataque suicida, bombas foram detonadas causando caos e destruição.

Pouco se sabe sobre este vizinho da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes. Mais famosos do que o Iêmen, a Síria e a Líbia, países que enfrentam guerras civis, são mais conhecidos no Ocidente, em parte devido à vizinhança mais famosa, em parte por estarem em guerra há mais tempo.

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No caso da Síria, sua proximidade com Israel torna qualquer conflito preocupante e de alto risco, por ser este um país judeu e que possui um dos exércitos mais bem armados do planeta. Já a Líbia faz fronteira com o Egito, onde grupos terroristas possuem aliados e basta atravessa-lo para se chegar a Israel. 

Em todos os casos são guerras que começaram com grupos armados querendo tomar o poder e destituir seus governos. Também em todos os casos, podendo-se incluir nesta lista o Iraque, o que se vê é uma população que perde tudo e para todos os lados.

Embora todos se digam muçulmanos, as várias interpretações do Alcorão, seu livro sagrado, servem como desculpa para que terroristas venham há anos cometendo atrocidades.

Tornando-se cada vez mais poderoso desde 2013 e agora expandindo suas fronteiras, o autodenominado grupo Estado Islâmico preocupa ainda mais do que a Al Qaeda (responsável pelos ataques terroristas nos Estados Unidos em 2001), uma vez que já tem a posse de grande parte do Iraque e da Síria e reivindica ataques terroristas em outros países, ganhando com isto a simpatia de grupos que apoiam sua violenta forma de agir.

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Há que se entender que os que seguem a religião islâmica estão divididos desde a morte de seu profeta Maomé. Os conflitos entre xiitas e sunitas datam de 632 d.C. O Islã não é apenas uma religião, possui também poder político desde sempre e é daí que vem o conflito. Soma-se a isto o grande número de grupos étnicos que professam a mesma religião, tais como persas, curdos, árabes entre outros.

O que parece incompreensível para os ocidentais é que em pleno século XXI pessoas se matem por causas religiosas. Porém a religião é uma só. Pessoas matam por questões políticas. Resumindo, matam pelo poder.  #Terrorismo #Violência