A polícia alemã, que investiga às causas do acidente da Germanwings, voo 4U9525, nos Alpes franceses, revelou que fez uma descoberta potencialmente 'significativa', na residência do copiloto Andreas Lubitz, em Dusseldorf.

'Nós encontramos algo que será agora levado para testes. Nós não podemos dizer o que é, no momento, mas pode ser indício muito significativo para o que aconteceu', disse Markus Niesczery, porta-voz da Polícia de Dusseldorf.

Niesczery revelou à promotoria francesa, que as informações sobre as gravações de voz do avião, indicaram que Lubitz deliberadamente teria bloqueado o piloto para fora da cabine e, em seguida, o copiloto havia iniciado uma descida, que levou à morte de todas as 150 pessoas que estavam a bordo da aeronave, que tinha como destino Dusseldorf, na última terça-feira (24).

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Na quinta-feira (26) investigadores procuraram pistas no apartamento de Lubitz, em Dusseldorf, e na casa de seus pais, em Montabaur, o intuito da visita foi esclarecer e levantar os motivos que levaram o copiloto a derrubar de forma proposital o Airbus A320, nos Alpes franceses.

Os investigados foram vistos removendo caixas e grandes sacos azuis de ambas as residências. A descoberta não é uma nota de suicídio, informou a polícia que investiga o caso. Nenhuma outra informação foi dada sobre o que esta descoberta pode ser.

No entanto, informações não confirmadas que circulam na mídia alemã sugeriram que Lubitz, era um hábil piloto, com um registro de treinamento distinto e que não estava sendo monitorado pelos serviços de segurança, contudo, ele poderia estar sofrendo de depressão.

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O Bild informou que, em diversas ocasiões, durante o período de formação na escola de voo, da empresa Lufthansa, controladora da Germanwings, localizada em Phoenix, Arizona, Andreas interrompeu o treinamento por razões de saúde mental. Em uma delas, um 'episódio depressivo grave' acometeu o copiloto, exigindo seu afastamento. 

O tablóide alemão informou que, Lubitz pode até ter iniciado um tratamento, depois de ter sido 'rebaixado' várias vezes durante a sua formação nos Estados Unidos. O jornal se referiu a ele como um 'assassino em massa'.

Nos relatórios da companhia, o episódio de desequilíbrio mental de Andreas foi anotado, e apresenta registros médicos pelas autoridades da aviação. O Escritório Federal de Aviação da Alemanha não confirmou o relatório.

Thomas Winkelmann, presidente-executivo da companhia aérea de baixo custo, divulgou um comunicado hoje (27), dizendo que a companhia aérea começou a criação de um centro de apoio as família das vítimas em Marselha, França, e que as primeiras instruções irão iniciar no sábado (28).

'O sofrimento e dor que essa catástrofe causou é imensurável. Não há palavras para expressá-lo e nenhuma quantidade de consolação é suficiente, mas queremos estar lá para visitar os familiares e amigos, se o nosso apoio é desejado' disse Thomas em comunicado.