O mundo acompanhou atônito nesta terça-feira (31) um sequestro em Istambul, na Turquia. O palácio da justiça local conhecido como 'Caglayan' foi alvo de dois sequestradores pertencentes a um grupo armado de extrema esquerda. O refém era o promotor Mehmet Selim Kiraz. Ele investiga a morte de uma manifestante após uma granada atingi-lo no parque Gezi.

O incidente ocasionado pela polícia aconteceu em 2013 e um ano depois a vítima veio a falecer. Os radicais pediam a confissão dos policias em troca da vida do promotor. Após negociações que não prosseguiram, a polícia turca acabou matando os sequestradores.

Imagem de promotor com arma na cabeça circula no mundo

A imagem do promotor com uma arma na cabeça foi amplamente divulgada pelas redes sociais.

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Atrás dele, a bandeira de um partido revolucionário marxista.

Os sequestradores reivindicavam várias causas e ameaçavam matar o promotor Mehmet caso essas não fossem inteiramente cumpridas. Uma delas é que os policiais que jogaram a granada que acabou matando a manifestante confessassem o suposto crime. O jurista estava apenas há seis meses liderando as investigações do caso. A ofensiva seria justificada como uma maneira de punir o que o grupo chama de "assassinos do menino Berkan Elvan". A vítima tinha apenas 14 anos.

Turquia está sem luz em várias partes do país. Governo ainda não sabe o que motivou o blecaute

A situação em Istambul chega ao seu ápice, a cidade está sem luz há muitas horas e ainda não se sabe o que ocasionou o apagão. Muitas pessoas não saíram de casa com medo de possíveis focos de violência em toda a Turquia.

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O pai do menino morto chegou a conversar com um dos sequestradores pedindo que fizessem a libertação do promotor, dizendo que não era daquele jeito que se faria a justiça no caso.

Grupo fez vítima em 2013

Não é a primeira vez que esse grupo radical faz ataques na Turquia. Há dois anos, um homem bomba do grupo se explodiu em frente a embaixada americana no país. Além do terrorista, outra pessoa também morreu no atentado. #Crise