A Rússia anunciou sua retirada do chamado "Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa" (CFE), como consequência direta da animosidade crescente entre o Ocidente e Moscou nos últimos anos. Ainda em 2007, o país já havia suspendido sua participação no tratado.

De acordo com autoridades russas, a ação não indica o fim dos diálogos relacionados à limitação de armas convencionais na Europa, porém, para que isso aconteça, é preciso haver uma evolução na aliança entre os países membros do tratado. 

O tratado foi originalmente assinado em Paris no dia 19 de Novembro de 1990, por 16 países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e seis países do Pacto de Varsóvia.

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O Acordo internacional com força de lei procura estabilizar as forças convencionais no território europeu, e nesse sentido, diminuir as animosidades, a corrida armamentista e as possibilidades de conflagração armada entre esses países.

O tratado já começou a ser modificado ainda em 1999 (fruto da crise dos Balcãs), tendo oposição por parte dos países da OTAN em ratificá-lo. Esses países impunham sérias condições à Rússia, como a retirada de suas tropas da Geórgia, e de seu apoio aos cossacos na região da Moldávia, chamada Transnístria (fronteira com a atual Ucrânia). 

A falta de acordo entre os países levou a uma moratória Russa ao tratado ainda 2007, acusando-o de ser ineficaz na redução das armas convencionais na Europa, haja vista que os países da OTAN vinham aumentando crescentemente sua presença militar na Europa do Leste e na área de influência Russa.

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Dentro desse contexto, a OTAN atestou a informação de que a cooperação relacionada às armas e tropas com a Rússia seriam finalizadas. Em novembro de 2014, a Rússia suspende a implementação do Tratado, gerando especulações e a condenação por parte do Congresso Americano, que requereu ao Governo Obama o reposicionamento das armas e tropas americanas da OTAN no marco do CFE.

A não implementação do único tratado de limitação de armas convencionais na Europa revela uma grave crise entre os países da OTAN e a Rússia, além de ser um grave precedente para uma conflagração sem precedentes na história humana. #União Europeia