Neste domingo (1), o oncologista Tabaré Vázquez assumiu a presidência uruguaia em cerimônia na Praça Independência, em Montevidéu. É a segunda vez que assume o cargo, já o tendo ocupado entre 2005 e 2010, quando foi sucedido por José Mujica.

Em seu discurso, Vázquez reconhece as profundas mudanças socioeconômicas pelas quais passou o país desde a primeira vez que ocupou o cargo, e vê o seu novo mandato como "uma segunda oportunidade" lhe foi oferecida pela vida. Suas principais metas a serem cumpridas até o fim de seu segundo governo, em 2020, incluem altos investimentos em educação, infraestrutura e segurança, aspectos que ainda deixam a desejar no país.

Publicidade
Publicidade

Embora o ex-presidente Mujica tenha deixado um legado de grande queda na desigualdade social e na pobreza, Vázquez ainda terá de lidar com questões econômicas que permanecem, como o déficit fiscal e a dificuldade de manutenção do mercado consumidor frente a um panorama global de crise.

Além disso, o recém-empossado presidente também reconhece a importância da luta progressista de seu antecessor, que intercedeu pela legalização da maconha, pela descriminalização do aborto e pelo casamento homossexual, entre outros desafios sociais, cujos resultados são esperados para os próximos anos. Tabaré Vázquez, embora não siga a mesma exata linha política de Mujica, ainda representa a continuidade da esquerda no poder, pelo terceiro mandato seguido no Uruguai.

A cerimônia de posse contou com a presença de líderes sul-americanos, como Michelle Bachelet e Raúl Castro, bem como a presidenta brasileira #Dilma Rousseff, que já se encontrava no país devido à inauguração conjunta com Mujica de um parque eólico na região de Colonia, no sábado (28). Após a cerimônia presidencial no domingo, Rousseff, antes de retornar ao Brasil, ainda reuniu-se com o novo presidente uruguaio. O evento também contou com ausências significativas, como a da presidenta argentina Cristina Kirchner e do venezuelano Nicolás Maduro, impossibilitado de comparecer à cerimônia devido à profunda crise política e social que enfrenta em seu país.