Envolvido no #Crime do opositor liberal russo Boris Nemtsov, confessa participação no assassinato. O anúncio foi feito hoje (8), pelo checheno Zaur Dadaev, na qual estava entre os cinco detidos no caso.

Entre os cinco detidos, três deles foram abordadas no sábado, sendo Gubashev e seu irmão Shaguid, além de Zaur Dadaev, as outras duas pessoas, Tamerlan Eskerkhanov e Ramzat Bakhaev, foram detidas nas últimas horas.

Segundo anunciado pela juíza do caso, Natalia Mushnikova, como Zaur confessou seu envolvimento no assassinato, a sua culpa fica corroborada pelo depoimento de confissão realizado, e que confirma o crime realizado contra Boris.

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A juíza ressaltou que, pelo depoimento de confissão, não existem dúvidas sobre a participação de Dadaev, o que prova que medidas cautelares serão adotadas, de forma a manter o checheno que confessou participação em prisão preventiva até 28 de abril.

Dadaev, contudo, pediu a juíza que não determinasse sua prisão preventiva, uma vez que ele está desempregado. O checheno foi detido ontem. Ele ressaltou que nunca havia sido acusado penalmente, e que apesar da sua participação no crime, ele espera que o seu julgamento seja tratado com justiça.

Antes de realizar o depoimento de participação, instrutores que estavam investigando o caso já haviam apresentado acusações formais contra Anzor Gubashev e Zaur Dadaev, no qual, Anzor negou qualquer envolvimento no crime.

Além de Anzor ter defendido sua inocência, seu irmão Shaguid, Tamerlan Eskerkhanov e Ramzat Bakhaev, acusados no crime, também alegam não terem participado do assassinato, contudo, todos mantêm o status de suspeitos, segundo informou uma porta-voz do Tribunal Basmanni, de Moscou, a impressa local.

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Representante da Corte afirmou que, embora os suspeitos neguem a participação no crime, existem provas que confirmam que houve participação de todos no assassinato do opositor de Putim.

Embora não tenham confessado, o Tribunal ordenou que Shaguid e Tamerlan Eskerkhanov e Ramzat Bakhaev fossem colocados em regime de prisão preventiva, até 28 de abril, mesma data em que Zaur terá também que cumprir pena preventiva. A precaução é uma forma de evitar que os suspeitos fujam, o que poderia levar a uma pressão sobre os investigadores ou colocar as testemunhas em risco de vida.

Um pedido foi levado às autoridades, feito pelo advogado de Boris, bem como deputados, defensores dos direitos humanos, além de outros opositores, que não apenas os autores do crime fossem encontrados, mas, os mentores de tal barbárie.

Apesar de correligionários de Boris acusarem Kremlin de não apertar o gatilho no tiro que causou a morte do opositor, nem de ter encomendado o assassinato, ele é evidenciado como responsável por plantar a ‘semente do ódio’ e criar o ambiente ideal para o crime.