A ajuda tão esperada deve chegar ao Iêmen nos próximos dois dias. As informações são do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CIVC) que afirmou, nesta terça-feira (07), que está preparando dois aviões com cerca de 48 toneladas de itens básicos e equipamentos médicos para serem distribuídos na região.

De acordo com comunicado feito na última segunda-feira (06) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os inúmeros conflitos que vêm ocorrendo no país nas últimas semanas os coloca próximo de uma catástrofe humanitária. Centenas de pessoas foram mortas e milhares feridas ou deslocadas por conta dos confrontos entre o grupo rebelde houthi e os aliados do governo do país.

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Apesar da situação crítica vivenciada pela região, organizações humanitárias ainda não conseguiram enviar a ajuda necessária. Primeiramente, elas alegavam falta de colaboração da Arábia Saudita, líder de uma coalizão que tem controlado os portos e o tráfego aéreo do Iêmen. Com o aval dos sauditas, dado no último domingo (05), as dificuldades passaram a recair sobre os problemas encontrados pela Cruz Vermelha para conseguir a contratação de aviões dispostos a sobrevoar a região. Agora, finalmente, há uma previsão de uma data para que a ajuda chegue aos iemenitas.

O primeiro avião, que está sendo carregado na Jordânia, deve chegar ao país na próxima quarta-feira (08). O avião levará 16 toneladas de itens de ajuda médica, de acordo com a porta-voz da CICV, Maire Claire Feghali. O segundo deve sair de Genebra, onde está sendo preparado, apenas na quinta-feira (09).

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Ele transportará equipamentos como tendas e geradores, além de mais utensílios médicos.

A Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteiras tentam, ainda, obter permissão para enviar um barco com cirurgiões para Áden, uma das cidades mais atingidas pelo conflito. Áden foi recentemente atacada pelos houthis, que já controlam a capital do país, Sanaa.

Dados mais recentes, divulgados pela ONU, estimam que mais de 500 pessoas tenham sido mortas e cerca de 1700 tenham ficado feridas no Iêmen durante as últimas semanas. #Terrorismo #Ataque