Na última quinta-feira (02), a Al Qaeda realizou uma série de atentados à cidades no Iêmen. Na ação, foram destruídos prédios como o Palácio Republicano, uma Prefeitura, uma delegacia e um porto, além de um #Ataque a um presídio, do qual foram liberados cerca de 300 detentos, entre eles vários militantes da Al Qaeda. Não há informações sobre número de mortos e feridos nos ataques, mas estimativas apontam que podem passar de uma centena.

Apesar da situação caótica vivida pelo país, a Cruz Vermelha informou neste sábado (04) que tem encontrado dificuldades para enviar ajuda humanitária para as áreas de conflito. De acordo com a entidade, a Arábia Saudita, liderança responsável pela coalizão que combate os rebeldes, tem dificultado o processo de ajuda. O país é o responsável por controlar portos e o espaço aéreo da região e tem realizado uma série de bombardeiros aéreos contra os militantes Houthi.

Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, realizada a pedido da Rússia, discutiu-se a possibilidade de um cessar fogo, por parte da Arábia Saudita, que deixaria de bombardear a região, para permitir o acesso das organizações humanitárias às áreas mais necessitadas.

Outras entidades, como o Médico Sem Fronteiras, também têm reclamado das dificuldades em enviar auxílio para áreas de conflito. Eles alegam que o fechamento de portos e aeroportos impossibilitam que se chegue a tais regiões,  dificultando a ajuda humanitária.

De acordo com relatos de combatentes, algumas das áreas mais afetadas têm sido privadas de outros serviços importantes como água e energia por dias.

A ONU informou na quinta-feira (02) que os conflitos na região já deixaram mais de quinhentos mortos e a quantidade de feridos já passa de mil. A situação vivida pelo Iêmen é bastante crítica, agravada ainda mais sem a chegada da tão necessitada ajuda humanitária, que poderia ao menos amenizar o impacto dos conflitos, com o envio de medicamentos, alimentos e, até mesmo, água, tão importantes para aqueles atingidos por essa onda de ataques. #Terrorismo