Militantes do Al Shabab realizaram #Ataque a um prédio que abriga dois ministérios do governo somaliano, na capital do país, Mogadíscio, nesta terça-feira (14). O ataque teve início com duas grandes explosões, que ocorreram na parte externa do edifício. Depois, um grupo de homens armados invadiu o prédio, matando ao menos 10 pessoas, de acordo com informações da polícia e dos próprios militantes.

O grupo radical islâmico tem sido responsável por uma série de atentados realizados na capital da Somália. O intuito da ofensiva é derrubar o governo nacional, que é apoiado pelo Ocidente, e instaurar um governo próprio, com a imposição de uma versão radical única das leis islâmicas.

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Ali Nur, oficial da polícia somaliana, informou que as duas explosões ocorreram, primeiramente, em uma bicicleta e, logo após, em um carro, na área externa do edifício. As detonações das bombas foram seguidas pela entrada dos militantes no prédio, que teriam entrado atirando. A polícia levou cerca de uma hora e meia para reassumir o controle das instalações.

O porta-voz do governo da Somália, Ridwaan Haji, informou, por meio de sua conta na rede Twitter, que dois soldados e oito civis foram mortos no atentado, totalizando dez mortos. Além deles, sete militantes do Al Shabab foram mortos pela polícia.

Um dos soldados morto no ataque pertencia à força de paz da União Africana (UA), de acordo com informações do coronel da polícia Hussein Ibrahim. A UA tem lutado, juntamente com tropas somalis, contra os militantes do grupo radical islâmico e é responsável pela proteção de alguns edifícios e instalações governamentais.

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O Al Shabab perdeu o controle de Mogadíscio em 2011 e vem, aos poucos, sendo expulso do território somaliano, após o início de uma ofensiva militar conjunta entre a UA e militares da Somália, que teve início no ano passado. O grupo já chegou a dominar uma boa parte do país.

Apesar das recentes perdas territoriais, os radicalistas têm causado bastante transtorno com o ataque de alvos somalianos e quenianos, como o ataque à universidade de Garissa. O Quênia tornou-se alvo dos militantes após o envio de tropas do país para combater o Al Shabab na Somália. #Terrorismo