Uma mulher está sendo investigada pela polícia alemã por ter se passado por parente de uma das vítimas da queda do avião da Germanwings, no dia 24 de março. A mulher é acusada de fraude e teria viajado até o local do acidente por até duas vezes, com os custos bancados pela Lufthansa.

A mulher teria alegado ser prima de uma das professoras da escola Joseph-Konig, de acordo com o jornal local "Halterner Zeitung". Dezesseis alunos e duas professoras do centro de educação de ensino médio foram vítimas do acidente. Ela teria conseguido viajar junto de outras três pessoas às cidades Seyne-le-Alpes e Le Vernet, as duas mais próximas do local da queda do avião.

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Além disso, a suposta prima teria, ainda, recebido ajuda psicológica, tudo às custas da companhia aérea.

O pai da professora vitimada, no entanto, nega a relação de parentesco com a mulher e afirma, ainda, que ela não era nem ao menos conhecida da família e da filha. A Lufthansa informou o caso à polícia de Hoxter, local de residência da mulher, que está levando adiante as investigações.

Após a tragédia do último dia 24 de março, a Lufthansa, à qual a companhia Germanwings é filiada, disponibilizou uma série de voos para a locomoção de familiares das 148 vítimas ao local do acidente. Desde então, muitas famílias têm se utilizado dos serviços para darem seu último adeus aos parentes queridos.

A tragédia

Um avião da companhia aérea Germanwings, pertencente à Lufthansa, caiu nos Alpes Franceses no dia 24 de março de 2015, matando as 148 pessoas à bordo, piloto e copiloto.

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Após análises iniciais realizadas nas duas caixas pretas da aeronave, suspeita-se que o copiloto do avião, Andreas Lubitz, tenha sido o responsável pela queda. Ele teria se trancado na cabine, após o piloto sair por alguns segundos para ir ao banheiro, e acionado o movimento de descida da aeronave. Além disso, Lubitz teria, por diversas vezes, aumentado a velocidade do avião, até o momento em que ele se chocou contra os Alpes Franceses, sem deixar sobreviventes.

Na manhã de hoje (9), o jornal inglês Daily Mail afirmou que os responsáveis pela investigação procuram, agora, determinar se o copiloto alemão teria colocado uma droga diurética no café do comandante do voo, no intuito de forçá-lo a deixar a cabine para ir ao banheiro.