Após nove dias e cerca de 190 horas de trabalho intenso combatendo fogo, o corpo de bombeiros responsável, finalmente, anunciou o fim do incêndio na Ultracargo, empresa localizada em Santos, no litoral de São Paulo. O anúncio ocorreu na prefeitura da cidade de Santos, durante uma coletiva de imprensa. O comandante da equipe de bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, disse que a situação está controlada, o local seguro e sem riscos de novas explosões.

Mesmo com o fim do incêndio, os bombeiros ainda continuarão no local para monitorar a situação e evitar que haja aquecimento dos tanques. "Não há mais fogo no local, porém, até domingo, vamos continuar os trabalhos, com 140 bombeiros do Estado mais o apoio das empresas.

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Está sendo feito o monitoramento térmico de todos os tanques" afirmou o comandante.

O incêndio teve início por volta das 10h no dia 2 de abril e sua causa ainda não foi confirmada. A área atingida é de responsabilidade da Ultracargo, empresa de armazenagem para granéis líquidos. Entre os tanques atingidos, cinco deles continham gasolina e um possuía etanol em seu interior, o que dificultou o trabalho do corpo de bombeiros por se tratar de líquidos inflamáveis. Em média, cada tanque possui capacidade de armazenar seis milhões de litros de combustível. O acidente não deixou vítimas. 15 pessoas foram atendidas e liberadas sem ferimentos graves.

Por outro lado, o incêndio causou um grande impacto ambiental e econômico. Uma das principais vias de acesso, responsável por escoamento da produção agrícola e industrial do Brasil, ficou interditada.

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O bloqueio da margem direita do porto de Santos dificultou o acesso de caminhões no porto e causou um grande prejuízo "Calculando que são no mínimo cinco mil caminhões por dia, e uma base de R$ 500 por dia do caminhoneiro, vemos que o prejuízo não é pequeno. O prejuízo inicial é de R$ 2,5 milhões diários", afirmou Marcelo Marques da Rocha, atual presidente do Sindisan.

A fumaça causada pelo incêndio podia ser vista por até cinco cidades nas proximidades, mas o problema maior foi causado pela água usada no controle das chamas, que, já contaminadas, caiam no mar ao redor do porto. A contaminação causou a morte de milhares de peixes nos arredores e foi confirmada por análises feitas da água coletada no local. A multa pelos danos causados pode chegar até R$ 50 milhões.

Na noite de quinta-feira (9) a empresa Ultracargo teve todas suas atividades embargadas pela prefeitura de Santos, até que a mesma comprove a total segurança de suas operações.