Pelo menos 15 pessoas morreram nesta-quinta-feira (2) e é desconhecido o paradeiro de outras 550 após o ataque contra uma universidade do Quênia.

Um grupo de homens armados invadiu o campus por volta das 5h30 no horário local e começou a atirar indiscriminadamente.

Segundo a Cruz Vermelha, há um número indeterminado de reféns. O número de feridos registrado é de no mínimo 65 pessoas.

O grupo armado Al-Shabab já reivindicou a autoria do atentado contra a Universidade de Garissa e, por meio de um porta-voz, afirmou: "Liberamos os muçulmanos; há muitos corpos de cristãos, mas também há alguns vivos".

Segundo as autoridades locais, os autores do ataque conseguiram entrar nas residências dos estudantes e houve um tiroteio com os policiais que tentavam protegê-las.

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"Este é um momento para todos no país permanecerem vigilantes enquanto seguimos em frente para confrontar e derrotar nossos inimigos", afirmou em um pronunciamento o presidente queniano, Uhuru Kenyatta.

O mandatário também lamentou que o país esteja sofrendo com um baixo abastecimento de policiais, e ordenou ao chefe de polícia que agilize o treinamento de 10 mil recrutas com registros pendentes.

"Sofremos sem necessidade com o baixo número de pessoal de segurança. O Quênia precisa urgentemente de oficiais adicionais, e eu não deixarei a nação esperando", disse.

O governo queniano ofereceu 20 milhões de shillings (mais de 675 mil reais) como recompensa por informações que possam ajudar na prisão de Mohamed Mohamud, ligado ao ataque ao campus.

Em sua conta no twitter, o ministério do Interior divulgou um foto do procurado e escreveu: "Viu este homem? Informe às agências de segurança pelos números fornecidos.

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#KaaChonjo #GarissaAttack,".

Outros ataques

O Quênia é alvo constante de atentados terroristas desde outubro de 2011, quando o exército queniano entrou na Somália para combater o Al-Shabab. O mais grave deles foi o ataque ao centro comercial Westgate, em 2013, que deixou 67 mortos.

Em junho de 2014, outras 49 pessoas foram mortas no litoral do país, perto do arquipélago turístico de Lamu. As vítimas estavam reunidas em um salão para assistir a um jogo da Copa do Mundo.

*Com informações das agências internacionais. #Violência