Dois aviões pousaram, nesta sexta-feira (10), com equipamentos médicos na cidade de Sanaa, capital do Iêmen. Os aviões pertencem à Cruz Vermelha e ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e estariam carregados com mais 30 toneladas de ajuda médica, de acordo com informações divulgadas por funcionários de ambas as entidades.

Há dias, organizações humanitárias tentam enviar à região aviões com suprimentos médicos, alimentos e outros equipamentos de necessidade básica. No entanto, uma série de dificuldades impossibilitava a chegada dos recursos aos lugares mais afetados pelos conflitos. Em um primeiro momento, a Arábia Saudita, que tem bombardeado constantemente o país nos últimos dias e é responsável pelo controle dos portos e do espaço aéreo da região, não liberava o acesso das organizações humanitárias ao Iêmen.

Publicidade
Publicidade

Com o aval dos sauditas, que foi dado no último domingo (5), os problemas passaram a ser a dificuldade de encontrar empresas e pilotos dispostos a sobrevoar regiões de conflitos.

Na última quarta-feira (8), a Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteiras haviam noticiado que dois barcos conseguiram atracar em Áden, cidade portuária que tem sofrido com vários conflitos nos últimos dias, carregados com equipes de saúde e 2,5 toneladas de ajuda médica. Moradores da cidade têm relatado que a água e a energia elétrica foram cortadas na região ultimamente. Além disso, os hospitais estão saturados e não há mais lugar para alocar os feridos.

Estima-se que o número de mortos no País já ultrapasse seis centenas e o número de feridos supere 2 mil. Além disso, mais de 100 mil pessoas teriam sido tiradas de suas casas.

Publicidade

O quadro é preocupante e alguns órgãos internacionais, como a ONU, já alertam para uma possível catástrofe humana.

O Iêmen sofre com os conflitos armados entre o grupo rebelde Houthis e tropas leais ao governo do país, que tem como presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi, no cargo desde fevereiro de 2012. Os combates se agravaram ainda mais após a intervenção militar realizada por uma coalizão, liderada pela Arábia Saudita, que tem realizado uma série de ataques aéreos na região, na tentativa de barrar o avanço dos houthis. Além disso, a organização terrorista Al Qaeda também tem atuado no Iêmen, conquistando uma série de cidades locais.