Em discurso feito hoje (4), direto de Washington, o presidente norte-americano Barack Obama disse que um acordo nuclear com o Irã é um "bom negócio". Obama tenta ganhar apoio público para negociação, quando grande parte do Congresso norte-americano é contra essas conversas com o país asiático.

O presidente norte-americano também disse que o objetivo do acordo é para que o Irã não construa nenhum tipo de armamento nuclear. Ontem (3), Obama convocou os legisladores para tentar garantir algum apoio para as negociações. O presidente frisou que o pacto serve como medida para tirar do Irã qualquer plano de possuir armas nucleares.

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Outro ponto do acordo é que o Irã vai ter que mostrar transparência de dados pelos próximos 20 anos. As bases do contrato foram feitas na última quinta-feira (2), onde o Irã se reuniu com representantes de seis potências mundiais na Suíça. O principal motivo da negociação é que países asiáticos temem que os planos do Irã em possuir armas nucleares.

Em troca no acordo, o país asiático pode se livrar se sanções econômicas. A comunidade internacional espera que o contrato seja feito ao menos até o final de junho deste ano. Mas, Barack Obama salienta que ainda não é certo que o acordo seja fechado. Agora, o presidente norte-americano e seus representantes tem como plano ganhar apoio público para convencer os políticos que são contra o acordo. A campanha pode durar de semanas até meses.

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Cúpula das Américas

Também hoje (4), a Casa Branca confirmou a presença do presidente Barack Obama na Cúpula das Américas, que acontece nos dias 10 e 11 deste mês na Cidade do Panamá. Os representantes de Obama alertaram que conversas vão acontecer entre ele e o presidente cubano, Raúl Castro. Apesar de que nenhuma reunião entre os dois mandatários tenha sido marcada.

A Casa Branca também informou que a única reunião particular que Barack Obama terá é com o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela. A Cúpula das América se torna o grande evento do mês após o fato histórico que aconteceu no último mês de dezembro, quando Estados Unidos e Cuba restauraram relações diplomáticas após meio século.