Barack Obama e Raúl Castro voltaram a se falar por telefone, quase quatro meses depois de firmaram um acordo para restabelecer a relação diplomática entre os dois países. A ligação ocorreu nessa quinta-feira (9) um dia antes da VII Cúpula das Américas, no Panamá, na qual, os presidentes de Cuba e Estados Unidos vão se ver pessoalmente. Esse vai ser um acontecimento histórico. Há mais de 50 anos, desde a revolução cubana e do embargo econômico americano, não há um encontro entre os presidentes de ambos os países.

Reconstrução

A relação entre Cuba e Estados Unidos está sendo reconstruída aos poucos e levará algum tempo para se fortalecer, como o próprio Obama já expressou algumas vezes.

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Uns dos pontos mais polêmicos do acordo é sobre a base naval de Guantánamo. Cuba quer de volta esse pedaço do seu território, mas os Estados Unidos ainda mantém um centro de detenção militar lá e não se sabe quando fechará. O fechamento de Guantánamo era umas das promessas do presidente Obama, ainda no seu primeiro mandato.

Apesar disso, há provas de uma reaproximação, como o encontro entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez. O último encontro de alto nível diplomático dos dois países aconteceu em 1958, o que comprova a representatividade dessa reunião.

O senador Ben Cardin explanou os aspectos positivos do encontro. "O secretário Kerry e o chanceler cubano (Bruno) Rodríguez tiveram uma discussão longa e muito construtiva esta noite.

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Os dois concordaram que fizeram progressos e que vamos continuar a trabalhar para resolver as questões pendentes", concluiu.

Benefícios

Essa aproximação é benéfica para os dois países. Cuba, que se abre cada vez mais para o mundo, sente muita falta da relação comercial com o vizinho rico e vai poder finalmente exportar os seus produtos para os Estados Unidos. Já os estadunidenses, podem aproveitar a excelente medicina cubana, já que não existe no país de Barack Obama um sistema público de saúde e os planos particulares são muito caros. Isso acontece mesmo com a aplicação do Obamacare, tentativa do presidente de subsidiar a medicina americana, umas das mais caras do mundo. #Governo