Barack Obama declarou nesta semana que condena as terapias psiquiátricas usadas para a "cura gay" de jovens lésbicas, transexuais e homossexuais. A afirmação do presidente dos Estados Unidos foi uma resposta a uma petição feita na internet que solicita a proibição das chamadas terapias de conversão. Foram recolhidas 120 mil assinaturas durante 3 meses de abaixo-assinado.

A polêmica nos Estados Unidos começou por causa de Leelah Alcorn, um jovem transexual de apenas 17 anos, que tirou a própria vida no ano passado. Em uma declaração postada em uma rede social, ele que nasceu homem, afirmou que iria se matar pelo preconceito que sofria e pela complicação em falar com os pais, que são muito religiosos.

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Os pais do garoto não queriam aceitar a nova identidade feminina do filho.

No texto, o garoto pede para que sua morte signifique algo para o mundo e toda sociedade. E parece que funcionou mesmo. Até o presidente dos Estados Unidos da América se pronunciou sobre o assunto. O transgênero também declarou que morrer, era a sua única forma de descansar em paz.

A assessoria do presidente disse que o governo americano também se preocupa com a questão e dos efeitos que os preconceitos e resultados podem causar na vida de bissexuais, homossexuais, e demais opções sexuais.

A carta da Casa Branca não impõe, nem sugere que o Congresso dos Estados Unidos aprove a legislação que não permite tais terapias naquele país. Mas os defensores da causa, gostaram muito do comunicado emitido por Obama.

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Mara Keisling, diretora-executiva do Centro Nacional para Igualdade de Transgêneros disse que ter tal peso ajudará muito na luta pela causa. Dessa forma, os jovens gays podem se sentir apoiados e inseridos na sociedade sem preconceito, nem discriminação.

O país da América do Norte ainda luta contra o conservadorismo e grupos de religiosos fervorosos por lá. Não muito diferente do resto do mundo. Que ainda custa em evoluir como sociedade e aceitar o mundo moderno, em pleno século XXI.

Na teoria, a terapia de conversão seria para ajudar os jovens gays e LGBT a se encontrarem e ajudarem a superar traumas vividos durante toda a vida. Entretanto, especialistas afirmam que tal terapia pode aumentar significantemente o risco de suicídio, depressão, traumas e síndromes em jovens. A terapia acredita que pode mudar a orientação sexual de uma pessoa. Mas na verdade, os jovens, confusos e em plena adolescência, podem se sentir ainda piores, mais expostos e fragilizados.