Mais pessoas foram vitimadas nesta terça-feira (07) nos confrontos infindáveis que se desenrolam no Iêmen, país árabe localizado no sudoeste da península arábica. Dois estudantes morreram, em consequência de ataques aéreos realizados pela coalizão, liderada pela Arábia Saudita, de combate aos houthis, grupo rebelde xiita que atua na região.

Cinco bombas foram lançadas na base da Guarda Republicana, perto da cidade de Ibb, a menos de 200 km de distância da capital do país, Sanaa. O objetivo dos ataques era atingir unidades de defesas e alojamentos houthis, localizados na região. Os ataques aéreos realizados pela Arábia Saudita no Iêmen já acontecem a mais de dez dias, sem, no entanto, alcançarem resultados concretos no combate aos rebeldes.

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Nos últimos dias, os houthis teriam conseguido tomar conta do porto de Áden, o mais importante do país. O local tem sido palco de diversos conflitos entre rebeldes e forças aliadas ao governo, por se tratar de um dos últimos pontos de resistência das forças de apoio ao presidente do país, Abd Rabbuh Mansur Hadi. O cargo está nas mãos de Hadi desde fevereiro de 2012, após mais de 30 anos de uma ditadura, liderada por Ali Abdullah Saleh.

Sites controlados pelos extremistas xiitas indicam que dois estudantes de uma escola próxima ao local atacado teriam sido vitimados. Televisões locais, também comandadas por eles, falam, no entanto, de três mortos.

Os conflitos no Iêmen têm preocupado diversas organizações mundiais. O país, o mais pobre da região, tem sofrido com a falta de água, luz, alimentos e medicamentos, como resultado da situação caótica.

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Entretanto, entidades como a Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteiras têm encontrado dificuldades em enviar auxílio para as regiões mais afetadas.

No último domingo (05), a coalizão liderada pela Arábia Saudita deu permissão para que a Cruz Vermelha sobrevoasse o local para distribuição de suprimentos. A entidade, porém, alega que tem encontrado problemas para alugar aviões que façam os trabalhos, pois poucos são os interessados em ir até áreas de conflitos. #Terrorismo #Ataque