Mais pessoas foram vítimas das ações violentas do grupo terrorista Boko Haram, grupo islamita nigeriano. De acordo com testemunhas, um grupo de militantes teria chegado de carro em uma região próxima a uma mesquita e reunido pessoas para pregar o islamismo. Depois da aproximação dos moradores da vila de Kwajafa, localizada no Estado de Borno, nordeste da Nigéria, os integrantes do grupo abriram fogo contra a população. A ação ocorreu no fim da tarde de domingo (05) e deixou ao menos 24 mortos, além de um número indefinido de pessoas feridas.

No mesmo dia (05), a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) anunciou que na quarta-feira (08) líderes do oeste e centro da África se reunirão em Malabo, capital da Guiné Equatorial, no intuito de definir uma estratégia comum de luta contra o Boko Haram.

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O grupo tem atacado países como a Nigéria, Níger, Camarões e Chade, em atentados cada vez mais violentos. A ação dos extremistas tem gerado problemas às economias dos países, além de representarem um risco real de desestabilização da região (centro e oeste da África). A reunião tem o intuito de discutir maneiras para melhor combater o grupo e se defender de seus ataques.

Em fevereiro, a Nigéria, juntamente com o auxílio de Chade, Níger e Camarões, realizou uma ofensiva militar contra o grupo islamista nigeriano. A ação foi capaz de afastar os militantes do Boko Haram de algumas partes do nordeste do país.

O Boko Haram

O grupo extremista foi criado em 2002 pelo muçulmano Mohammed Yusuf. A ideia inicial do grupo era criar um centro educativo de oposição à educação ocidental. A escola recebeu bastante apoio da população, devido à resistência que os moradores da região possuem em relação à educação do Oriente, além dos altos custos do sistema educacional nigeriano.

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O centro foi apelidado de "Boko Haram" (é proibida educação oriental) pelos moradores do local onde estava localizado. Ele pregava uma versão do Islã que impede qualquer tipo de contato político ou social dos muçulmanos com o oriente.

Aos poucos, o grupo passou a atuar politicamente, promovendo ataques a instituições do governo, como postos policiais, prisões e instalações militares. Eles também passaram a recrutar jihadistas e atuar na formação de jovens muçulmanos. #Ataque