A diplomacia brasileira, parentes de Rodrigo Gularte e organizações internacionais, bem que tentaram, mas foi inútil. Ele foi executado hoje (28) às 14:00 h (hora de Brasília).

Rodrigo, 42 anos, foi detido em 2004, quando tentou entrar na Indonésia, pelo Aeroporto de Jacarta, com 6 kg de cocaína, ocultos em pranchas de surfe.

Os advogados, contratados pela família, alegavam, com base em relatórios médicos, que Rodrigo passou a apresentar quadro de esquizofrenia, o que, pelas leis da Indonésia, abre a chance de que alguém com esta moléstia possa escapar da execução.

Segundo se sabe, o quadro de esquizofrenia passou a ser alegado, como algo que se manifestou no decorrer do período em que Rodrigo estava detido.

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O presidente da Indonésia, Joko Widodo, ignorou os pedidos de clemência e pressões diplomáticas internacionais, mantendo sua posição intransigente quanto à punição ao tráfico de drogas com pena de morte.

Em janeiro do presente ano, outro brasileiro, Marco Archer, foi executado também por envolvimento com tráfico de drogas, ocasião em que o Presidente Widodo ignorou um apelo feito diretamente pela presidente Dilma, através de sua diplomacia, o que provocou estremecimento nas relações entre os dois países.

A presidente, por ter sofrido na própria carne, torturas, prisões e injúrias variadas, é muito sensível à emas que envolvam a integridade pessoal, seja de condenados ou suspeitos sujeitos à ação policial, independentemente da culpa ou não dos envolvidos.

Sensível a tudo o que envolve a vida e a liberdade, é contra o aborto, a redução da maioridade penal, a pena de morte, a violência contra as manifestações populares, violência contra a mulher e fragilização de menores expostos ao mundo do crime.

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Mesmo abrindo seu governo à plena investigação de fraudes em todos os níveis, o que lhe carreou antipatia e retaliações de importantes aliados, jamais se furtou a garantir o pleno direito de defesa aos envolvidos e a acatar decisões da #Justiça, que, no senso comum, se mostrem como dando chance de impunidade aos denunciados.

Vindo de um tempo onde o regime ditatorial punia, muitas vezes ignorando os tramites necessários, ou, simplesmente, criando leis casuísticas quando conveniente, Dilma se recusa a repetir procedimentos que abominou. #Dilma Rousseff