O grande incêndio nas instalações da empresa Ultracargo, no bairro da Alemoa em Santos/SP, já completa sete dias. O fogo ainda continua intenso e preocupa a equipe do corpo de bombeiros responsáveis.

Os bombeiros participaram de uma operação de risco nesta quarta-feira (8), onde era preciso consertar pontos por onde havia a vazão de líquidos em um dos tonéis, este que ainda está em chamas.

O maior risco na realização do conserto se deve pela entrada de um dos bombeiros na área próxima ao fogo onde é feito os reparos. O vazamento dos líquidos ajuda em espalhar e propagar as chamas no local.

A equipe aposta também no uso de uma espuma especial chamada de "cold fire", que foi entregue pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

Publicidade
Publicidade

Caso o conserto dos vazamentos ocorra com sucesso, os bombeiros estarão dispostos a utilizar a espuma especial a fim de apagar as chamas por completo.

O incêndio que teve início na quinta-feira (2), já possui mais de 140 horas de duração, atingiu vários tanques da Ultracargo, e as chamas alcançaram uma temperatura de 800°C. As causas do incêndio ainda não foram divulgadas e a equipe de bombeiros afirma que por enquanto não é possível prever quando as chamas chegarão ao fim.

Até agora já foram utilizados mais de sete bilhões de litros de água no combate ao fogo, e grande parte desta água entra em contato com os líquidos e é despejada no mar. Como consequência milhares de peixes já foram encontrados mortos nas proximidades, por contato com a água poluída.

Outra preocupação foi com a qualidade do ar na região do incêndio, porém o gerente da CETESB, César Eduardo Valente, garante que está tudo em ordem.

Publicidade

"Continuamos a fazer o monitoramento da qualidade do ar e não encontramos nenhum problema que coloque a população em risco." afirma Eduardo Valente.

Devido a todo o impacto ambiental (entre ar poluído e contaminação da água) causado até agora, a Ultracargo poderá levar uma multa avaliada em até R$ 50 milhões. Em nota divulgada no próprio site da empresa, ela afirma que todos seus esforços estão sendo direcionados em auxiliar o corpo de bombeiros no combate ao incêndio e assim que possível avançará na investigação a fim de apurar as causas da tragédia. A empresa fornece todo o apoio logístico usado no combate as chamas e está prestando suporte nas áreas de segurança, saúde e meio ambiente.

Entre as pessoas mobilizadas para apagar o incêndio estão 140 bombeiros e contam com cerca de 50 viaturas, lembrando que funcionários da própria empresa Ultracargo ajudam no combate a chamas. #Natureza