A guerra na zona sul da cidade se intensificou com rebeldes e forças leais ao Presidente Abdrabbuh Mansour Hadi batalhando pelo controle. Alguns países, incluindo a China, intensificaram os esforços para evacuar os seus cidadãos em meio ao agravamento da crise humanitária.A Cruz Vermelha recebeu autorização pela coalizão para levar ajuda ao Iêmen por avião.

Há informações de que dois aviões foram aprovados pela coligação. Um será um avião de carga carregando suprimentos médicos vitais e o segundo, um avião de passageiros pequeno com ajuda humanitária. O Porta-voz Sitara Jabeen disse que o objetivo é voar os dois para a capital Sanaa nesta segunda-feira (6).

No sábado, a Cruz Vermelha pediu por um cessar-fogo de 24 horas em Aden, segunda cidade do país, advertindo que mais civis morreriam caso contrário. A porta-voz Marie Claire Feghali disse à BBC que a situação humanitária na cidade era "terrível" e que os corpos estavam começando a se acumular nas ruas. "As pessoas não podem sair para comprar comida, sabemos que há uma falta de água na cidade, porque as tubulações de água foram danificadas, estamos tentando fazer tudo que pudermos, mas a situação é extremamente difícil," ela disse. 

No domingo, os rebeldes avançaram ainda mais para a cidade, bombardeando áreas residenciais e ateando fogo em vários edifícios, relata a agência de notícias AFP. Muitos moradores têm que ficar presos em suas casas por causa da guerra. Pelo menos 185 pessoas foram mortas e 1.282 feridas em Aden desde 26 de março, segundo o diretor do departamento de saúde, Lassouar Al-Kheder. A contagem não inclui as baixas rebeldes ou vítimas de ataques aéreos, acrescentou. A ONU diz que 500 foram mortos nas últimas duas semanas.

No domingo, um avião paquistanês resgatou 170 pessoas de Sanaa. Mais de 800 cidadãos paquistaneses já deixaram o país. Voos da China, Egito, Sudão e Djibuti também estão agendados, de acordo com a coalizão da Arábia Saudita. Uma aeronave argelina resgatou 160 dos seus cidadãos, juntamente com outros africanos do Norte no sábado. Rússia, Índia e Indonésia estão entre outros países que já realizaram as evacuações em meio a crescente preocupação internacional.

Os Houthis têm dito que o objetivo deles é substituir o governo do Presidente Hadi,que acusam de ser corrupto. São apoiados por tropas leais ao antigo presidente Ali Abdullah Saleh, que foi deposto nos protestos da primavera árabe. #Terrorismo

A Arábia Saudita diz que os Houthis têm apoio militar do rival regional, Irã, que nega a alegação.