Uma menina, de apenas 9 anos de idade, pertencente ao grupo religioso minoritário Yazidi, foi mantida como escrava sexual pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). A garota, após ter sido abusada sexualmente por 10 militantes jihadistas, engravidou, segundo informações divulgadas por trabalhadores de ajuda humanitária. Ela foi solta na semana passada no norte do Iraque juntamente com outros 226 membros da comunidade religiosa Yazidi, todas feitas reféns pelo #Estado Islâmico e consideradas como "prêmios de guerra" pelo EI.

Ela, juntamente com outras mulheres do grupo minoritário haviam sido mantidas em cativeiro, desde julho do ano passado.

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Nesta quarta-feira, os reféns soltos alcançaram o Curdistão. O Estado Islâmico já reconheceu, através de sua revista online "Dabiq", a existência da indústria escravagista. Eles asseguram que estão apenas revivendo um costume que é justificado pela lei islâmica, a Sharia.

Segundo informou o jornal britânico Daily Mirror, milhares de mulheres e meninas foram presas, torturadas, estupradas, e feitas escravas pelos militantes, compelidas a converterem-se ao Islamismo e, após a conversão, forçadas a casarem-se com membros do grupo terrorista.

De acordo com o voluntário Yousif Daoud, em entrevista ao jornal de maior circulação no Canadá, o "Toronto Star", a menina de 9 anos corre risco de morte se der à luz. Ainda que a pequena fizesse uma cesariana, seria muito perigoso, disse ele. O abuso ao qual ela foi submetida a deixou física e mentalmente traumatizada - concluiu Yousif.

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Essa foi a segunda libertação em massa de Yazidis sequestrados no ano passado. Outrora, cerca de 200 pessoas, majoritariamente idosos e crianças, haviam sido liberadas em janeiro desse ano. A maioria apresenta sinais de abuso, maus-tratos e problemas de saúde de todos os matizes.

O Estado Islâmico ganhou notoriedade após uma série de decapitações, iniciadas a partir do ano passado, de estrangeiros sequestrados e mantidos reféns pela organização. Além disso, o grupo notabilizou-se por atrair jovens de diversas nacionalidades, o que tem alarmado, sobremaneira, a comunidade internacional. 

#Terrorismo