Na manhã desta quinta-feira, 02, integrantes do grupo extremista Al-Shabab invadiram a Universidade de Garissa, no nordeste do Quênia. A ação, que tinha como objetivo atingir estudantes cristãos, resultou em um total de, no mínimo, 15 mortos e 60 feridos, de acordo com um funcionário do necrotério da cidade de Garissa, para onde as vítimas foram levadas. O ataque começou por volta das 05h30 (horário local). A essa hora, as orações matinais já haviam sido iniciadas na mesquita da universidade, mas o local não foi alvo de ataque.

Testemunhas indicam que a ação ocorreu nos dormitórios da universidade. Os militantes perguntavam quem era cristão ou muçulmano e atiravam naqueles que se diziam pertencer ao primeiro grupo, mantendo os muçulmanos intactos.

Publicidade
Publicidade

Os estudantes relatam momentos de grande pavor. O vice-presidente do diretório estudantil, Collins Wetangula, afirmou que se preparava para o banho quando ouviu os primeiros disparos. Os disparos vinham do dormitório Tana, há 150 metros do local onde estava.

De acordo com o Wetangula, ele e outros alunos se trancaram no quarto assim que os disparos foram ouvidos. Ele também afirmou que os militantes diziam a frase "sisi ni al-Shabab", que significa "somos do Al-Shabab", em tradução do shaiwhi. Ainda segundo o estudante, foi possível ouvir os militantes abrindo portas e perguntando a #Religião daqueles que estavam escondidos. "Se fosse cristão, era alvejado ali mesmo", disse ele. A cada disparo, Wetangula afirma que acreditava que iria morrer.

As forças de segurança do Quênia teriam encurralado os integrantes do grupo em um dos dormitórios da Universidade de Garissa, onde ainda podem haver reféns.

Publicidade

Ali Mohamud Rage, porta-voz do grupo extremista Al-Shabad, confirmou a autoria do ataque, em entrevista a uma emissora de rádio. De acordo com o militante, os combatentes do grupo têm realizado uma grande operação militar dentro do campus.

As informações foram retiradas do jornal Estado de São Paulo, em sua edição online, na sessão 'Internacional'. #Violência