Nos últimos dias, o estado islâmico conseguiu chegar a poucos quilômetros do centro de Damasco penetrando no campo de refugiados palestinos de Yarmouk e combatendo com os grupos palestinos contrários ao presidente Bashar al Assad. Os confrontos no campo começaram na quarta-feira (1) e, de acordo com um dos ativistas locais, Hatem al-Dimashqi, a luta continuou até esta manhã.

Segundo a denúncia de Save the Children, pelo menos 3.500 crianças estão presas no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, com o risco de serem mortas ou feridas. Trabalhadores humanitários na área do campo relatam que há pessoas deitadas nas ruas, sem a chance de curas médicas por causa dos combates.

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Ainda segundo os trabalhadores, as crianças precisam de comida, remédios e proteção, e suas necessidades estão crescendo de hora em hora, mas não tem a possibilidade de chegar ao campo de refugiados.

Os ataques contra o acampamento de Yarmouk chegam depois de dois anos de ameaças. Durante este tempo, os civis não tiveram comida suficiente, água e suprimentos médicos, que já estão acabando. Os hospitais dentro Yarmouk já não podem prestar assistência médica, após terem sidos destruídos em ataques recentes. Atualmente, diz o porta-voz de Save the Children, não há unidades de saúde que são capazes de ajudar a população civil presa dentro do acampamento e os civis feridos devem ser imediatamente evacuados do campo e receber assistência sanitária.

Os palestinos na Síria não podem deixar o país, porque as fronteiras estão fechadas para eles.

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Save the Children apela à comunidade internacional um cessar-fogo para levar ajuda em Yarmouk e para evacuar as crianças e as famílias com pessoas feridas.

Voluntários humanitários, pessoal médico, e civis palestinos também estiveram na mira do conflito. De acordo com as informações da organização, nos últimos dias, dezenas de médicos voluntários, trabalhadores humanitários e civis foram mortos, outros sequestrados ou feridos e alguns deles ainda estão desaparecidos. #Terrorismo #Ataque #Estado Islâmico