Após tragédia que vitimou cerca de 700 pessoas ao largo da costa da Líbia, Chanceleres da União Europeia se comprometeram nesta segunda-feira (20) em tomar medidas preventivas para impedir que imigrantes que realizam a travessia no Mediterrâneo, em caso de emergência, possam ser resgatados com maior agilidade, além de uma fiscalização mais efetiva quanto o contrabando de pessoas.

Contudo, países da #União Europeia relutam em financiar operações preventivas, como aumentar o patrulhamento dentro do Mar Mediterrâneo e possibilitar um número maior de equipes de resgate, segundo eles, esta seria uma forma de incentivar que muitas pessoas realizassem travessias ilegais em busca de uma vida melhor na Europa.

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Autoridades enfrentam indignação da população, outras tragédias já aconteceram e medidas não foram realizadas para evitar que situações trágicas fossem repetidas no Mar Mediterrâneo. Segundo declarou o italiano Paolo Gentiloni, ministro das Relações Exteriores, em Luxemburgo, ao chegar para uma reunião com os homólogos da UE "O que está em jogo é a reputação da União Europeia", acrescentando "Não podemos ter uma emergência europeia e uma resposta italiana".

A crise de migração foi tema da reunião em Luxemburgo, onde estavam presentes ministros das Relações Exteriores e ministros do Interior, que discutiram medidas emergenciais de combater a fuga de pessoas da pobreza e de conflitos na África a desembarcarem na Itália pelo mar.

Outro ponto fundamental levantado na reunião é o contrabando de pessoas que ocorre durante as travessias, já que 90% das embarcações partem da Líbia, país que encontra-se em meio à crise política e que é usado como ponto de partida para o transporte de pessoas para outros países.

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Os 700 passageiros que estavam ao sul da ilha italiana de Lampedusa, no Mar Mediterrâneo, se afogaram no momento da travessia. Países do sul, como a Itália, realizam a maior parte das operações de resgate. Segundo informado pela União Europeia, na semana antes de ocorrer a tragédia do último sábado (18), a guarda costeira italiana resgatou cerca de 8 mil imigrantes no Mediterrâneo.

Segundo a ONU "cerca de 3.500 já foram vitimadas nas travessias pelo Mediterrâneo para chegar à Europa em 2014". Segunda a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini "É dever moral (da UE) se concentrar em nossa responsabilidade enquanto europeus para evitar que este tipo de tragédia se repita". #Governo