Um grupo de ex-presidentes, de diversos países, se manifestou na última quinta-feira (09), exigindo que as autoridades venezuelanas libertem os "presos políticos" e realizem eleições legislativas "livres" no país, que passa por uma grave crise política e econômica. Nomes importantes, como o do ex-presidente da Costa Rica e vencedor do prêmio Nobel da Paz, Óscar Arias, aparecem na lista, que conta com a assinatura de 25 ex-presidentes. Além dele, estão o mexicano Felipe Calderón, o espanhol José Maria Aznar e o ex-presidente da Colômbia, Andrés Pastrana.

Pastrana afirmou que o objetivo do movimento é exigir que os opositores presos pelo governo de Caracas sejam imediatamente libertos e que as políticas de Estado em relação aos Direitos Humanos sejam modificadas, além da instauração do voto livre para os venezuelanos.

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A iniciativa teria sido resultado do avanço da corrupção na Venezuela e da deterioração da democracia no país. A declaração cita como exemplos de presos a serem libertos o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, que foi preso em fevereiro, acusado de conspiração, e Leopoldo López, líder do grupo de oposição ao governo de Nicolás Maduro.

Mitzy Capriles, esposa de Ledezma, comemorou a manifestação dos ex-presidentes. De acordo com ela, essa é uma grande oportunidade, pois o grupo, com pessoas de diferentes ideologias, se uniu, evidenciando que os venezuelanos estão necessitados de ajuda internacional no momento.

A Cúpula das Américas, que terá início nesta sexta-feira (10) estendendo-se até o sábado, no Panamá, deve ser marcada pela reaproximação dos Estados Unidos e de Cuba, mas as crescentes dificuldades de relacionamento entre Washington e Caracas pode figurar entre os símbolos da reunião.

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Essa é a primeira vez, desde 1962, que todos os países da Organização dos Estados Americanos (OEA) estarão reunidos para discutir assuntos de relevância para os Continentes.

As tensões entre Estados Unidos e Venezuela tiveram início quando a Casa Branca classificou o país governado por Nicolás Maduro como uma ameaça à segurança norte-americana. Dessa forma, torna-se possível aos Estados Unidos a aplicação de sanções ao país sul-americano, por conta de sua corrupção e violação de direitos humanos.