A Expo Milão 2015 abrirá suas portas nesta sexta-feira (1) com a expectativa de reunir cerca de 20 milhões de pessoas. Com o tema "Alimentando o planeta: Energia para a Vida", a exposição universal deste ano é considerada o maior evento já realizado para discutir alimentação e sustentabilidade.

As exposições universais também são apontadas como terceiro maior evento do mundo em importância, atrás dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. A mais recente, Xangai 2010, recebeu mais de 73 milhões de visitantes, um número recorde.

Serão seis meses no total, com a participação de 144 países. Para receber o público, a #Expo ocupará uma área de um milhão de metros quadrados, a poucos quilômetros do centro de Milão.

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Como quarto maior exportador mundial do segmento de alimentos, o Brasil terá papel de destaque na feira, com um espaço de 4 mil m² localizado próximo à entrada oeste do parque expositivo. Estima-se que passará por lá mais de 60% do público visitante.

O projeto do pavilhão brasileiro é assinado pelo estúdio Arthur Casas, em parceria com o Atelier Marko Brajovic. Ao entrar, o visitante encontrará um espaço de cultivo de plantas, flores e frutas do país, além de mesas interativas com jogos.

A atração central do espaço será uma rede suspensa, por onde será possível caminhar. Nela, sensores captarão o movimento dos visitantes, que terão influência no sistema de som e iluminação.

O pavilhão possuirá ainda cinco bancadas digitais com informações sobre tecnologia e produtos da agropecuária brasileira, além de uma película de projeção que será acionada por detectores de presença para exibir vídeos.

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Segundo o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), David Barioni, o objetivo é que o público se sinta como se estivesse chegando ao Brasil. "A proposta é envolver os visitantes em uma ambientação que desperte a memória afetiva e visual. Imagens do trabalho de chefes de cozinha brasileiros se misturam às de artistas visuais, evocando momentos importantes da história", afirma Barioni.

Para o presidente, a exposição é uma excelente oportunidade para o país mostrar sua capacidade tecnológica para o agronegócio e, consequentemente, para a produção de alimentos.

"Nossa meta é aproveitar os seis meses de exposição para mostrar ao mundo que o Brasil alcançou o patamar de grande produtor e exportador, devido ao investimento em pesquisa, tecnologia e inovação", diz.

História

As exposições universais tiveram seu início em 1851. A primeira edição foi realizada em Londres, como uma ideia do príncipe Albert. Delas surgiram influências para grandes invenções, inovações tecnológicas e obras artísticas.

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A torre Eiffel, por exemplo, foi construída especialmente para a Exposição Mundial de 1889, em Paris. O monumento, que servia de entrada para o evento, foi uma homenagem ao centenário da Revolução Francesa. Em 1851, o Crystal Palace de Londres também havia sido construído para receber a feira. Já em 1878, também em Paris, os visitantes puderam ver a cabeça da Estátua da Liberdade.

O telefone, a máquina de escrever e a de costura são algumas das invenções que foram lançadas nas exposições ao longo da história. As Expos divulgaram ainda o projeto do Canal de Suez e as prensas hidráulicas.