Os dados preliminares da segunda caixa preta, encontrada ontem nos Alpes Franceses, dão conta de que Andreas Lubitz derrubou, propositalmente, o avião em que era copiloto, no dia 24 de março. Segundo o Escritório de Investigações e Análises (BEA) da França, a indicação de parâmetros técnicos do voo, coletadas em uma primeira leitura da caixa preta, mostram que o alemão acionou o piloto automático para iniciar a descida e, posteriormente, fez diversas alterações, com o objetivo de aumentar a velocidade da aeronave.

O jornal alemão Bild, informou que Andreas teria mentido aos seus médicos com a afirmação de que se encontrava em licença médica e, portanto, sem pilotar. No entanto, ele seguia como copiloto de voos comerciais, informação que, caso descoberta por seus médicos, poderia gerar a quebra de confidencialidade do paciente e a notificação à empresa do copiloto de que o alemão poderia causar riscos aos seus passageiros.

Na última quinta-feira (02), a promotoria alemã, responsável por identificar possíveis razões para a atitude de Lubitz, informou que encontrou no tablete do alemão, pesquisas sobre formas de suicídio e questões relacionadas à segurança da cabine. Tais informações podem indicar que a ação foi premeditada. O copiloto "se informou sobre formas de suicídio", disse Ralf Herrenbrueck, porta-voz da promotoria de Dusseldorf. Além disso, Lubitz teria se ocupado mais de uma vez com pesquisas na internet sobre portas de cockpit.

A tragédia

No dia 24 de março, o voo da empresa Germanwing, filial da Lufthansa, caiu nos Alpes Franceses, matando todas as 150 pessoas a bordo. As autoridades acreditam que a queda tenha sido resultado de uma ação deliberada de Andreas Lubitz, copiloto da aeronave, que se trancou do lado de dentro da cabine, durante os momentos finais do voo.

As gravações colhidas da primeira caixa preta indicavam que o piloto do voo se ausentou por alguns minutos da cabine, para ir ao banheiro, por insistência do copiloto. Ao retornar, não foi capaz de abrir a porta, trancada por dentro pelo alemão. Foram divulgados dados de que é possível ouvir o piloto batendo na cabine e pedindo para que o copiloto a abrisse, bem como os gritos de passageiros, nos últimos segundos antes da queda. #Europa