A mais recente crueldade protagonizada pelo grupo extremista #Estado Islâmico (EI) não passou despercebida pelo #Governo brasileiro. Neste domingo (19), um vídeo de aproximadamente 29 minutos exibido em diversos sites jihaditas mostrou um grupo de 12 homens tendo a cabeçada decepada perto de uma praia e outros 16 homens fuzilados em uma área deserta. As vítimas foram identificadas como cristãos etíopes, capturadas no território da Líbia.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Itamaraty, o Brasil, até então, oficialmente alheio às barbáries cometidas pelo EI, condenou ferrenhamente aquilo que chamou de "intolerância religiosa" e "#Terrorismo".

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No documento, ainda há uma convocação à comunidade internacional: "O atroz assassinato de cidadãos egípcios cristãos na Líbia, externado ao público ontem (19), e o ataque terrorista no sábado (18) em Jalalabad, no Afeganistão, que redundou em dezenas de mortes, indicam total falta de respeito aos básicos direitos humanos e são afrontas nas quais a comunidade internacional não pode se calar", afirma.

No novo vídeo, que motivou a divulgação da nota oficial brasileira, um homem totalmente vestido de preto aparece em destaque nas imagens falando em inglês a respeito da batalha entre "a fé e a blasfêmia", e os egípcios capturados são apresentados como representantes da "igreja etíope inimiga".



No início do ano, os jihadistas já haviam divulgado um vídeo semelhante ao desse domingo, quando executaram cerca de 21 egípcios, igualmente em uma praia considerada nas proximidades de Roma, na Itália.

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Em outro vídeo que chocou o mundo, membros do EI queimaram um homem vivo em uma jaula, um piloto da Jordânia capturado em território dominado.

Recentemente, um comunicado feito por lideranças da organização terrorista despertou curiosidade pela intenção de recrutar outros profissionais ao grupo, tais como: cozinheiros, professores, policiais de revista, instrutores de academia e jornalistas. Cada vez mais consolidado na luta armada, em crimes bárbaros que se renovam em curtos espaços de tempo, o grupo também está buscando firmar-se em outras áreas.