Um grupo de homens armados realizou um ataque nesta quinta-feira (2), na Universidade de Garissa, no leste do Quênia, fronteira com a Somália, matando 147 pessoas e deixando dezenas gravemente feridas, segundo informação policial local à agência Reuters.

A polícia teria matado dois suspeitos de terem participado do ataque à universidade

O Ministério do Interior informou que a operação de negociação e contra-ataque foi intensa para libertar os reféns, estudantes universitários e trabalhadores da universidade, um grupo de aproximadamente 900 pessoas. Dos 815 estudantes sequestrados, cerca de 500 foram resgatados, segundo o Ministério.

O ataque à universidade foi assumido pelo grupo radical islâmico Al-Shabaab, que justificou o ataque como uma vingança contra a invasão na Somália, por tropas do Quênia. O porta-voz do grupo, Sheik Absidiasis Abu Musab, afirmou que todos os muçulmanos que se encontravam no local do ataque foram liberados, enquanto os cristãos foram mantidos reféns do Al-Shabaab. O porta-voz informou ainda que corpos de cristãos mortos estavam espalhados pelo chão, no prédio da universidade.

O número de mortos e reféns está sendo avaliado pelo governo, através da localização dos corpos e posterior identificação e liberação dos mesmos. Joseph Nkaissery, ministro do interior do Quênia, afirma que dos 815 estudantes, cercas de 280 foram encontrados mortos. O COD (Centro de Operação de Desastres) do Quênia trabalha na localização de outros corpos e vítimas feridas que possam estar ainda no prédio.

O ataque ocorreu às 5h30, horário local, 23h30 de quarta-feira no Brasil, quando atiradores encapuzados invadiram a universidade e atiraram para todos os lados, detonaram bombas e renderam as vítimas, que posteriormente foram separadas por grupos de cristãos e muçulmanos.

Os terroristas também invadiram as residências dos estudantes universitários, que se encontravam guardadas por policiais, havendo confronto direto dos rebeldes com os policiais, que não conseguiram conter a invasão de todo o grupo, informou Joseph Boinnet, inspetor geral da polícia, lamentando também a perda de homens da corporação policial.

A ONU, através de comunicado de Ban-Ki-Moon, secretário geral, condenou o ataque terrorista, exigindo, mais uma vez, que a justiça seja feita e os culpados sejam punidos. #Terrorismo #Violência