Anthony Ray Hinton foi inocentado após ser condenado e ficar 30 anos preso. Vivendo este período no corredor da morte nos Estados Unidos, ele foi acusado por assassinato e nas ultimas três décadas viveu em uma prisão no Alabama.

O caso foi revisado recentemente e a condenação revertida quando ficou comprovado em novos testes que as balas usadas no crime não eram da arma de sua mãe encontrada na casa de Hinton. Na época, o caso foi se desenrolando e tudo indicava que ele era o culpado mesmo não havendo testemunhas, nem impressões digitais para comprovarem as acusações sobre o homem. Hilton afirma que foi condenado pelas autoridades legais do País por ser negro e pobre, alegando claramente um caso de discriminação "Meu caso foi construído em cima de racismo e mentiras" disse ele ao ser entrevistado pelo canal de televisão BBC.

Publicidade
Publicidade

Segundo seus relatos, no momento em que tudo aconteceu, ele estava trabalhando, mas mesmo assim ninguém verificou seu álibi, tomando como mentira antes mesmo de qualquer investigação.

Atualmente, após viver longe da sociedade, Hinton ficou impressionado com tantas mudanças, diz estar maravilhado com as novas tecnologias e que pretende aos poucos se adaptar a elas. Uma das suas primeiras ações em liberdade foi visitar sua mãe no túmulo, que faleceu quando ainda estava cumprindo pena.

Hoje, ele pretende viver em paz e feliz, levando alegria as pessoas, como disse em entrevista. Se considera uma pessoa alegre e que não guarda mágoas, tendo como maior desejo aproveitar a vida após este recomeço em sua história e esquecer os anos de sofrimento em que passou preso.

Nos Estados Unidos, é comum vermos casos de pessoas condenadas inocentemente.

Publicidade

Mesmo com a demorada Justiça, 30 anos nesse caso os fatos verdadeiros são revelados. Mas o que intriga a população é que são anos perdidos, um tempo sem volta e jamais reversíveis. A expectativa é que o Governo pague uma indenização robusta a Hilton a fim de tentar amenizar o erro cometido contra ele e sua família.