Depois do carioca Marco Archer, fuzilado em janeiro desse ano após ser pego com drogas e preso em agosto de 2003, chegou a vez do paranaense Rodrigo Gularte. Nesse sábado (25), o #Governo da Indonésia notificou oficialmente a família do brasileiro de que ele está na lista dos próximos a serem executados, em data a ser confirmada. As execuções são feitas por fuzilamento.

A lei local prevê que os condenados devem ser informados da morte até 72 horas antes, o que quer dizer que Rodrigo poderá ser fuzilado já na tarde desta terça-feira. Ricky Gunawan, advogado do paranaense, disse em entrevista à BBC Brasil que essa informação foi passada neste sábado.

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Rodrigo Gularte está no corredor da morte da Indonésia por tentar entrar no país, em julho de 2004, com seis quilos de cocaína escondidos no interior de uma prancha de surfe. No ano seguinte, teve sua sentença divulgada com a condenação à morte. As autoridades não divulgaram quais outros presos serão executados nos próximos dias. Cidadãos de França, Austrália e Nigéria também estão no corredor da morte. Apenas um indonésio consta na lista.

Esquizofrenia

A família do paranaense ainda tem um resquício de esperança. Em março, à pedido da Procuradoria Geral da Indonésia, uma equipe média reavaliou o brasileiro, que havia sido diagnosticado como esquizofrênico. Entretanto, o resultado deste novo exame não chegou a ser divulgado.

O advogado de Gularte tentará entrar com um recurso nesta segunda-feira (27) para tentar modificar a decisão.

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"O fato de um prisioneiro com doença mental ser executado é muito mais do que um absurdo. Condenamos essa decisão. É prova de que o sistema indonésio não está nem aí para os direitos humanos", destacou Gunawan.

Clarisse Gularte, mãe de Rodrigo, segue no Brasil e aguarda a definição dos fatos para saber se viajará até a Indonésia. Joko Vidodo, presidente do país que assumiu em 2014, segue negando pedidos de clemência a condenados por tráfico de drogas, que segundo ele segue colocando o país em emergência. #Justiça