O grupo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, China e França), mais a Alemanha, chegaram a um acordo com o Irã, para a limitação de sua capacidade nuclear. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, nesta quinta-feira (02).

De acordo com a diplomata, o acordo põe fim às sanções feitas ao Irã e será utilizada como base para uma negociação de um acordo nuclear futuro, que deve ocorrer até o dia 30 de junho. Para ela, os acordos realizados nessa quinta representam um avanço significativo em uma negociação que já dura décadas. Com o fim das sanções, a economia iraniana deverá ser beneficiada.

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O intuito da negociação era frear o programa nuclear do Irã e possibilitar uma fiscalização mais efetiva que garanta que o país não produza armas nucleares e bombas atômicas.

John Terry, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou via Twitter que as seis potências e o Irã possuem agora os "parâmetros" para resolver os problemas com a questão nuclear Iraniana. O secretário ainda agradece, em tweet posterior, a participação dos diplomatas norte-americanos na negociação, destacando que os resultados não seriam possíveis sem seu trabalho.

Um diplomata ocidental declarou que o acordo não servirá para resolver a questão de maneira definitiva. "Este é um acordo-quadro. Não é para resolver a questão de forma definitiva, é para definir os parâmetros do acordo final e esclarecer todos os pontos com precisão para evitar, tanto quanto possível, ambiguidades e garantir dissonâncias mínimas", ressaltou.

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O anúncio é resultado de uma conversa de vários dias em Lausanne, na Suíça. As discussões estavam previstas para terminar na terça-feira, mas foram postergados por duas vezes consecutivas, por motivos de discordância entre Estados Unidos e Irã sobre o que deveria ser anunciado nesse momento.

O presidente Barack Obama também mostrou-se satisfeito com os resultados dessa primeira fase de negociação, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito.