Ao menos vinte e duas pessoas morreram devido a explosões que aconteceram neste domingo (26), por todo o Iraque, uma delas através de um atendado suicida em um carro-bomba, em uma unidade militar da província de Anbar, segundo relatos da polícia local.

O ataque mais devastador aconteceu quando um carro cheio de explosivos foi detonado em um posto de controle do exército perto da cidade de Al-Nukhaib, posto estratégico que fica na rota para os vizinhos ocidentais Síria e Arábia Saudita, matando pelo menos sete soldados.

"Terroristas do Daesh (apelido pejorativo do Estado Eslâmico) utilizaram de um ataque suicida com um carro-bomba para distrair nossos soldados e, em seguida, entraram em confronto com os soldados, mas conseguimos repelir o ataque", relata um oficial do exército do comando de operações em Anbar a Reuters.

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Nenhuma milícia armada reivindicou a responsabilidade por qualquer um dos ataques, apesar de que áreas xiitas e forças do governo são muitas vezes alvo de insurgentes sunitas islâmicos, que o governo está lutando para desalojar entre as grandes seções do norte e oeste.

Outras seis pessoas foram mortas e outras dezessete ficaram feridas quando um carro-bomba explodiu perto de uma praça chamada Khilani no centro de Bagdá, além disso, mais seis pessoas foram mortas em ataques a bomba nos bairros predominantemente xiitas de Bagdá, os bairros Amil, Hussainiya e Bayaa, disseram as fontes. Já na cidade de Mahmoudiya, que fica cerca de 30 quilômetros ao sul de Bagdá, um carro-bomba matou três pessoas e feriu outras sete.

Em outros lugares do Iraque, militantes do Estado islâmico atacaram Baiji, a maior refinaria do país, na noite de sábado (25), usando morteiros e metralhadoras fixas em picapes.

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O ataque aconteceu um dia depois que os militantes radicais tomaram o controle parcial de uma barragem de água e quartéis militares que a guardavam em Anbar e detonaram três carros-bomba numa fronteira entre Iraque e Jordânia.

"Daesh atacou o portão norte da refinaria, mas conseguimos nos defender do ataque e os impedimos de se infiltrarem em nossas defesas", diz um oficial do exército da refinaria. #Terrorismo