Isis está agora a apenas 5 quilômetros de distância do Palácio Presidencial da Síria, O deslocamento começou depois que militantes invadiram um campo de refugiados palestinos próximo de Damasco. O acampamento agora também está sendo bombardeado por forças leais ao presidente Bashar al-Assad.

O grupo extremista e membros da filial da Al-Qaeda Jabhat al-Nusra acreditam ter tomado o controle de até 90% do campo de Yarmouk, onde mais de 18.000 palestinos, homens, mulheres e crianças permanecem presos.

Ambos os grupos lutaram ferozmente uns contra os outros no passado, mas parecem ter trabalhado em conjunto durante o assalto ao campo de refugiados.

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Representando do Nusra disse em um comunicado que está tomando uma posição neutra.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que cinco bombas barril tinham caído sobre o acampamento na segunda-feira (6) de manhã, atingido o número total de 25 bombardeios ao longo dos últimos 3 dias. O Observatório sediado em Londres citou fontes locais dizendo que civis haviam sido mortos e outros feridos pelos ataques.

Rami Abdurrahman, o fundador e diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, disse que cerca de 2.000 refugiados já teriam conseguido escapar do acampamento desde que foi invadido por militantes.

Relatórios surgidos segunda-feira informam que militantes do Isis decapitaram refugiados depois de assumirem uma grande parte do acampamento. Abdurrahman disse que dois homens foram decapitados após os confrontos que eclodiu e outros cinco foram mortos a tiros por militantes.

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Os homens degolados pareciam possuir idade entre 25 e 35 anos, mas não pode precisar as idades dos outros homens.

Chris Gunness, porta-voz da agência da ONU que apoia refugiados palestinos conhecidos como UNRWA, descreveu a situação no interior do campo como 'além de desumano'. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para avaliar as condições de rápida deterioração dentro do campo e apelou para a evacuação segura dos refugiados.

Pierre Krähenbühl, o chefe da agência da ONU para refugiados palestinos, qualificou a situação como 'completamente catastrófica'.