O ato terrorista aconteceu nessa quinta-feira, 2, por volta das 05h30 da manhã. Os atiradores adentraram as dependências da universidade e começaram a disparar por todos os lados, detonando vários tipos de artefatos explosivos, ferindo e matando diversas pessoas. Na universidade de Garissa existem as residências dos estudantes, comum nas cidades universitárias.

Nesse local, também houve tiroteio entre os terroristas e os policiais que protegem as residências estudantis. Muitos atiradores adentraram a residência de muitos alunos, sendo que boa parte deles estavam dormindo, e os executaram.

O líder do ato foi Mohammed Kuno, um ex-professor da Universidade de Garissa.

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Embora tenha sido identificado, a polícia local ainda não conseguiu prendê-lo. O governo do Quênia está oferecendo um milhão de xelins (cerca de R$ 170 mil) por qualquer informação que resulte na prisão de Mohammed. No final de 2014, o grupo de Kuno realizou ataque em um distrito de Mandera, onde 58 pessoas foram mortas. Desde então, ele é procurado pelas autoridades locais.

O Al Shabab aderiu à Al Qaeda em 2012, a fim de lutar para instaurar um Estado islâmico supremo de corte wahabista na Somália. Em 2008, entrou para a lista de organizações terroristas combatidas pelos Estados Unidos e da Grã Bretanha. A operação contra o ataque à universidade durou cerca de dezesseis horas. Quatro combatentes do Al Shabab foram mortos. Apesar de considerados terroristas e de serem expulsos de alguns locais do Quênia, o grupo wahabista tem forte influência nas regiões rurais do país.

Por precaução, a polícia local determinou que a Somália ficasse em toque de recolher das 18h30 de quinta-feira até as 06h30 de sexta-feira.

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A imprensa local informou que a maioria dos dormitórios invadidos eram habitados por estudantes de religião cristã, o que pode ter sido premeditado pelo grupo terrorista, com o objetivo de demonstrar sua meta sem escrúpulos de instaurar o islamismo e acabar com tudo o que for contrário às suas crenças. #Terrorismo #Violência