Dois dias após o violento #Ataque de extremistas do grupo Al-Shabab na universidade de Garissa, no leste do Quênia, uma jovem sobrevivente foi encontrada escondida dentro da universidade. Cynthia Charotich, de 19 anos, escondeu-se em um grande armário e cobriu-se de roupas, sem sair nem mesmo com os pedidos dos militantes, que tentaram enganar os alunos, convencendo muitos de seus colegas a saírem de seus esconderijos.

Oficiais quenianos afirmam que a jovem foi encontrada por volta das 10h deste sábado e teria se recusado a sair com o pedido dos socorrista, não acreditando que a equipe estaria ali para ajudá-la. Cynthia cedeu apenas depois de conversar com uma de suas professoras.

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Durante os dois dias em que esteve escondida, Cheroitich afirmou ter chegado ao ponto de tomar uma loção encontrada no esconderijo, com o intuito de diminuir a sede e a fome. Fontes afirmam que a aluna parecia estar em boas condições no momento do resgate, apesar do cansaço, fome e sede.

A jovem tinha motivos para se preocupar com a ação do grupo extremista. Os militantes entraram na universidade perguntando a religião dos alunos: os cristãos - religião de Cynthia - eram mortos e os muçulmanos poupados. A ação, que ocorreu na última quinta-feira (02), deixou 148 mortos, sendo considerado o pior ataque na África dos últimos 17 anos.

De acordo com oficiais quenianos, cinco pessoas foram presas, ao tentar fugir para a Somália, por ligação com o ataque. Dois suspeitos já haviam sido mortos pela polícia na quinta-feira, durante a ação dos extremistas.

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O ataque contra a universidade deixou o Quênia, situado na África Oriental, em estado de alerta e tem preocupado cristãos de todo o país. Ainda neste sábado, militantes somalianos teriam afirmado que mais ações como a de quinta serão realizadas em cidades quenianas, prometendo deixá-las "vermelhas de sangue". De acordo com o grupo, o ataque à universidade teria sido em resposta a assassinatos cometidos pela polícia queniana, que vem combatendo as ações de rebeldes somalianos. #Terrorismo