O norte-americano Anthony Ray Hinton, de 58 anos, foi libertado ontem (3) após ter passado 30 anos no corredor da morte, quando foi julgado por roubo e assassinato. Hinton estava detido na prisão da cidade de Birmingham, no estado do Alabama, quando a juíza retirou as acusações contra ele.

Os crimes que Hinton foi indiciado foram roubos a restaurantes e o assassinato de dois homens durante as ações, que aconteceram no ano de 1985. A juíza Laura Petro recusou as acusações contra o homem após os advogados Equal Justice Initiative (EJI) mostrarem durante uma defesa que não existem provas suficientes para Hinton ter sido o autor dos crimes.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a EJI, Anthony Ray Hinton é um dos condenados que mais passou tempo no corredor da morte no estado do Alabama, e também o que mais passou preso injustamente. Hinton foi condenado quando tinha 29 anos. O advogado de defesa, Bryan Stevenson, comentou que Hinton passou muitos anos desnecessários com a pena de morte, sendo que as provas que inocentavam o acusado sempre foram notáveis. 

O ex-prisioneiro foi feito de principal suspeito após dois episódios que aconteceram na cidade de Birmingham. No primeiro, uma rede de fast-food foi assaltado e dois gerentes terminaram mortos. Na ocasião, a polícia não encontrou testemunhas ou qualquer pista. No mesmo ano, um segundo assalto aconteceu em outro restaurante, onde o gerente que ficou ferido acusou Hinton de ter feito a ação.

Na época, Hinton informou para a polícia que estava trabalhando no momento do crime, a 24 km do local.

Publicidade

Após apreenderam uma arma que pertencia a mãe do suspeito, a polícia prendeu Hinton e o acusou pelos três crimes. Alguns anos depois, especialistas voltaram a examinar a arma da mãe do ex-prisioneiro e concluíram que aquela não foi a arma utilizada nas ações criminosas.

O advogado do inocentado também informou que um dos motivos de Hinton ter sido preso foi a sua cor. A defesa também afirmou que durante os 30 anos presos, o ex-prisioneiro sempre se declarou inocente. De acordo com o Centro de Informações de Penas Capitais, Hinton é a segunda pessoa exonerada esse ano e a de número 152 que é inocentada do corredor da morte desde 1973.