No Kuwait, o negócio de trabalhadoras domésticas está crescendo, com quase 90% dos domicílios empregando, pelo menos uma empregada estrangeira. No entanto, enquanto dezenas de agências de recrutamento estão procurando atrair potenciais empregadores, elas também estão sendo acusadas de vender mulheres como escravas, as enganando com promessas de uma boa vida de servidão doméstica no país.

As mulheres de Serra Leoa, por exemplo, são atraídas para a função de empregadas domésticas em domicílios privados do Kuwait, mas acabam sendo vendidas como escravas, por agentes de recrutamento para as famílias na capital do país.

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Depois, elas são revendidas várias vezes.

Elas pagam cerca de 1.480 dólares para os agentes de recrutamento em Serra Leoa, com a promessa de bons empregos como: enfermeiras em hospitais ou na indústria hoteleira. Entretanto, logo na chegada ao local, descobrem que elas estavam sendo oferecidas como escravas, tendo de trabalhar até 22 horas por dia.

Os empregadores recebem uma garantia de 100 dias dos agentes, o que lhes permite devolver as trabalhadoras domésticas escravizadas, que não são aprovadas no trabalho, e ainda obtém um reembolso pela devolução das mulheres. Isso também cria um mercado de trabalhadoras de 'segunda mão', no qual, as domésticas devolvidas pelas famílias podem ser revendidas a outras famílias interessadas, por até dois anos.

Milhares de mulheres viajam para Kuwait todos os anos buscando trabalho.

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As trabalhadoras vêm de toda a Ásia, mas também, cada vez mais, da África, com as mulheres sendo recrutadas por agentes em países como: Serra Leoa, Camarões, Quênia e Etiópia.

Uma vez empregadas como trabalhadoras domésticas no Kuwait, as mulheres têm dificuldade para sair, mesmo sofrendo abuso. Sob o sistema de patrocínio do lugar, as trabalhadoras domésticas não têm permissão para sair ou mudar de emprego, sem a permissão de seu empregador. Com seu estatuto de residência também vinculado ao seu empregador, se elas fogem, se tornam 'ilegal' no país. #Crime #Violência