O terremoto ocorrido no Nepal no último sábado (25) não só deixou o país em situação desastrosa, como tem forçado a saída de milhares de nepaleses de Katmandu, uma das regiões mais atingidas pela tragédia, capital do País. As estradas encontravam-se cheias de carros e pessoas procurando caronas para deixar o local nesta segunda-feira (27).

O medo de novos terremotos, após uma sequência de tremores secundários de grande intensidade, como um ocorrido no último domingo (26), de magnitude de 6,7 na escala Ritcher, é um dos principais fatores para a debandada em massa da cidade. Além disso, a escassez de água e alimentos também serve de incentivo para que os nepaleses deixem a capital, em direção as cidades menos afetadas pelo desastre.

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Relatos vindos da capital apontam que milhares de pessoas têm dormido ao relento, devido ao medo de novos tremores. No entanto, uma queda brusca de temperatura nas noites após o ocorrido é um forte empecilho, forçando que muitos procurem abrigo. Uma equipe da Rede Globo viu-se obrigada a dormir no hall do hotel onde estavam hospedados, pois foram impedidos de instalarem-se em seus quartos pelos funcionários do lugar.

O terremoto que atingiu o país é o mais grave em solo nepalês dos últimos 80 anos. O maior tremor ocorreu no sábado, por volta das 12h (horário local) e alcançou a magnitude de 7,8, atingindo uma região entre Katmandu e Pkhara. Autoridades indicam que o número de mortos já passa dos 3 mil, podendo chegar a mais, devido às dificuldades de acesso a locais bastante atingidos, localizados em região montanhosa.

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Equipes de ajuda humanitária já se organizam para enviar auxílio ao país. No último domingo (26), profissionais dos Estados Unidos da América, Japão e Alemanha foram deslocados para o Nepal no intuito de auxiliar nas buscas por sobreviventes e no amparo aos feridos.

O tremor ainda foi sentido na Índia, em Bangladesh e no Tibet, fazendo vítimas também nesses locais. O terremoto também foi responsável por uma série de avalanches ocorridas no Monte Everest, que deixaram - por números apurados até o momento - ao menos 17 mortos, sendo considerado o maior desastre já acontecido na montanha. #Natureza