No último domingo (12), o presidente do Iêmen, Abdu Rabbuh Mansur Hadi, nomeou Khlaed Bahah, seu ex-primeiro ministro, para o cargo de vice-presidente do país. A ação parece indicar uma tentativa de Hadi, que se encontra exilado na Arábia Saudita, de resolver pacificamente os conflitos que ocorrem em território iemenita nos últimos meses.

Bahah é um político bem aceito pelos diversos partidos do país e pode auxiliar na tentativa de conseguir reunir líderes dos diferentes grupos para encontrarem uma solução pacífica para os conflitos. No entanto, é difícil acreditar que a guerra civil vivenciada pelo Iêmen terá um fim rápido.

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A crença da maioria dos especialistas sobre o assunto é que o conflito deve se arrastar pelos próximos meses.

Nas últimas semanas, a Arábia Saudita passou a atuar diretamente no conflito, através de constantes ataques aéreos em bases do grupo rebelde xiita Houthi. Os sauditas, predominantemente sunitas, tentam, com os bombardeios, retardar os avanços dos houthis rumo à cidade portuária de Áden que, nos últimos dias, tem sido palco de diversos conflitos armados entre o grupo rebelde e tropas aliadas ao governo central do Iêmen.

Os houthi possuem, ainda, apoio de tropas leais ao ex-presidente do país, Ali Abdullah Saleh, que governou o Iêmen por mais de 30 anos, e recebem armas e apoio do Irã, também xiita. Autoridades internacionais têm alertado para o possível desenrolar de uma guerra étnica entre grupos religiosos opostos, os sunitas da Arábia Saudita contra os xiitas do Irã.

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Além disso, as crescentes conquistas realizadas pela Al Qaeda na região também tem deixado organizações mundiais em alerta. Nas últimas semanas, várias cidades foram tomadas pelo grupo terrorista. A organização aproveita-se da situação de instabilidade vivida pelo Iêmen para fazer ganhos territoriais no país, à margem dos conflitos envolvendo as forças do governo e o grupo rebelde Houthi.

A ONU tem estimado que mais de 600 pessoas já teriam sido mortas no conflito, além de um número de cerca de 2 mil feridos.