De acordo com a organização não governamental Human Rights Watch, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve proibir o uso de armas de guerra autônomas. A ONG acredita que a utilização desse tipo de armamento dificulta a responsabilização por danos causados.

A ONG publicou um estudo na última quinta-feira (9) onde indica a necessidade da criação de um tratado internacional, que deve impedir a produção e comercialização dos chamados "robôs assassinos". O apelo foi feito para a ONU e é considerado um olhar sobre o futuro.

De acordo com o estudo feito pela ONG, a utilização desse tipo de armamento autônomo (controlado por computadores) seria capaz de tirar a responsabilidade pelas mortes dos ombros dos programadores e dos comandantes militares.

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As mortes causadas por estas 'máquinas de matar' não se encaixam em nenhuma legislação atualmente.

De acordo com a investigadora e autora do estudo, Bonnie Docherty, como fica quase impossível saber quem é o responsável pelas mortes, não existe forma de indenizar vítimas e nem condenar responsáveis. Um tratado foi criado em 1995 e vem sendo alterado conforme ocorre o avanço da tecnologia de guerra. Já na década de 1990, existia uma preocupação com armas de laser que poderiam cegar.

Ainda que as armas totalmente autônomas não existam, a preocupação é pertinente. O avanço tecnológico é notável e o uso de Drones prova que a ONG não imagina um futuro tão distante assim. Em Israel, por exemplo, já são utilizadas baterias anti-aéreas que respondem aos ataques inimigos automaticamente e estão em alerta 24 horas.

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A indústria da guerra caminha para o futuro e não será por falta de dinheiro que ela não investirá na substituição dos humanos. Com batalhas que parecem não ter fim, a tecnologia é frequentemente utilizada no front e em operações que ganham destaque na mídia. A captura de Osama Bin Laden, por exemplo, evidenciou o uso de aviões espiões e armas com muita tecnologia empregada.

Desde os ataques terroristas de 11 de setembro em Nova Iorque, os americanos parecem puxar a frente em relação aos "amigos" autônomos capazes de poupar as vidas dos soldados do exército. Com maior investimento em tecnologia, a intenção, ao que parece, é fazer com que os exércitos mais poderosos do mundo derramem menos sangue de seus integrantes e sejam capazes de destruir inimigos sem a intervenção humana. #Inovação