O promotor de Istambul mantido refém por sete horas por um grupo de extrema esquerda, não resistiu aos ferimentos e veio à óbito no início da noite. Mehmet Selim Kiraz foi alvejado cinco vezes, sendo que três tiros atingiram sua cabeça e dois o seu corpo. O promotor foi levado para o hospital com vida, mas não resistiu.

Mehmet era o promotor responsável pela investigação da morte de Berkin Elvan, de quinze anos de idade, que foi morto em março de 2014 após ficar nove meses em coma depois de ser ferido na cabeça durante protestos contra o governo de Tayyip Erdogan.

O chefe da polícia local informou que o grupo precisou invadir a casa onde Mehmet era mantido refém após os sequestradores disparem uma arma.

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Durante a troca de tiros entre policiais e os criminosos, dois sequestradores foram mortos.

O grupo extremista se trata do Partido Revolucionário de Libertação do Povo, que estava envolvido no caso de Berkin Elvan. Em seu site oficial, os extremistas exigiam que a polícia assumisse a culpa pela morte de Elvan em rede nacional e que estes fossem julgados por tribunais populares, bem como as acusações contra os que participaram dos protestos por Elvan fossem desconsideradas.

Para conseguir realizar o sequestro sem serem notados, dois sequestradores adentraram o tribunal vestidos de advogados, agindo como se fossem averiguar um caso de rotina. O presidente turco admitiu a fragilidade da segurança dos tribunais e informou que a mesma será revisada.

Um usuário do Twitter, que se identifica como o pai de Berkin Kiraz chegou a pedir pela rede para que os sequestradores não ferissem o promotor Kiraz.

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Esse partido extremista, DHKP-C na sigla turca, já está na lista deorganizações terroristas da Turquia, Estados Unidos e União Européia. Dentre os atos terroristas que os membros do DHKP-C já participaram e que tiveram destaque na imprensa mundial, estão um atentado suicida em uma embaixada americana há dois anos e o assassinato de dois policiais e um turista australiano em um ataque realizado no centro de Istambul. #Terrorismo