O Iêmen continua em estado de atenção. Nesta quinta-feira (9), vinte combatentes pertencentes ao grupo rebelde Houthi foram mortos por forças de apoio ao governo central do País. Quatorze deles teriam sido atingidos por bombardeios realizados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita, que possui o apoio dos Estados Unidos, e que vem combatendo os rebeldes por meio de ataques aéreos há pelo menos doze dias.

Os outros quatro teriam sido mortos em uma emboscada realizada por tropas leais ao presidente do País, Abd Rabbuh Mansur Hadi, eleito em eleições diretas realizadas em 2012, após uma ditadura que perdurou por mais de 30 anos.

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Não foi possível averiguar as informações por meio de fontes independentes e não há nenhuma notificação vinda dos rebeldes, que não costumam divulgar suas baixas.

Fontes militares indicam que os ataques aéreos destruíram a base de Muhra, localizada na província árabe de Shawba, que fica no sul do País. O local estaria sendo ocupado por tropas do ex-ditador, Ali Abdullah Saleh, que, de acordo com autoridades locais, estaria combatendo ao lado dos rebeldes.

Ajuda humanitária

Na última quarta-feira (9), a entidade humanitária Médicos Sem Fronteiras informou que um barco carregado com cerca de 2,5 toneladas de medicamentos chegou à Áden, uma das regiões mais afetadas pelos conflitos, e que possui aproximadamente 1 milhão de habitantes. Além disso, a Cruz Vermelha também confirmou a chegada de uma equipe médica ao local.

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A ajuda humanitária vinha encontrando dificuldades em chegar às regiões mais afetadas pelos conflitos, primeiramente pela falta de cooperação da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que possui o controle aéreo e dos portos do Iêmen, e também por não encontrar facilmente aviões dispostos a sobrevoar a região.

Há relatos que as ruas de Áden possuem corpos empilhados por toda a parte e os hospitais não têm dado conta de atender a grande quantidade de feridos. Segundo informações da ONU, apenas nas últimas duas semanas o número de mortos já passa de 500 e a quantidade de pessoas feridas alcança a impressionante marca de 2 mil.