A ministra de Relações Exteriores do Quênia, Amina Mohamed, afirmou em entrevista à Agência Reuters, na última terça-feira (7), que o País precisa de maior ajuda de países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos. A declaração é consequência do atentado à Universidade de Garissa, na última quinta-feira (2), em que 148 estudantes foram mortos por militantes do grupo extremista Al Shabaab.

A ministra afirma que as forças do País têm encontrado dificuldades em conter o fluxo de militantes do Al Shabaab e de armas na fronteira com a Somália, de 700 km de extensão. Mohamed conta que o país tem procurado formas de colocar mais postos de controle e aumentar a vigilância da região, tarefa que pode ser auxiliada por outros países.

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Ela ainda relata que o Quênia está montando uma lista com nomes de jovens quenianos radicais, o que será capaz de avaliar a dimensão do radicalismo na população do País. De acordo com Amina, muitos desses jovens são suspeitos por envolvimento com os terroristas do Al Shabaab e de atravessar ilegalmente a fronteira com a Somália. Os islamistas, que seguem versões mais radicais da religião, representam cerca de 10% da população total do Quênia.

Em 2013, após um ataque do Al Shabaab ao shopping Westgate, de Nairóbi, que deixou 67 mortos em um cerco de quatro dias, os Estados Unidos enviaram à região uma equipe de investigação do FBI para auxiliar as autoridades quenianas na busca pelos autores do crime.

Amina Mohamed comentou, ainda, que o País já recebe ajuda estrangeira na área de inteligência, mas que falta um apoio mais efetivo em vigilância e reconhecimento.

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O Quênia estaria avaliando em quais áreas há maior necessidade de ajuda estrangeira para recorrer a outros países.

O ataque de Garissa abalou as relações, até então pacíficas, entre cristãos e muçulmanos residentes do País. No atentato de quinta-feira, militantes islâmicos do Al Shabaab entraram na Universidade da cidade e, questionando a religião dos estudantes, atirou contra cristãos, poupando os muçulmanos. Além disso, o grupo é responsável por diversos ataques a igrejas e sacerdotes cristãos.  #Terrorismo