Desde 2011, quando o Japão foi atingido por um grande terremoto seguido de tsunami, o mundo assiste apreensivo os fatos que ocorrem no nordeste daquele país, mais precisamente na Usina Nuclear de Fukushima. Após explosões no local, o vazamento radioativo fez o governo japonês e a proprietária da usina, a Tokyo Eletric Power (TEPCO) isolarem a área e começarem uma operação desesperada.

O estrago na usina foi tão grande que a parte de resfriamento dos reatores sofreu abalos. O reator 1 explodiu e liberou imensas quantidades de radiação, comparáveis até com Chernobyl. No desespero de tentar evitar que os outros reatores explodissem e que fosse possível resfriar o reator 1, água do mar começou a ser utilizada e as coisas saíram do controle. O sal presente na água do mar estragou as estruturas restantes na usina.

Na última sexta-feira (10) um robô foi enviado para dentro do compartimento de contenção do reator com a missão de filmar, fotografar e fazer medições de temperatura, níveis de radiação e pressão no interior da usina. Seriam as primeiras imagens depois do acidente. O problema é que as transmissões feitas pelo robô duraram apenas 5 horas, depois disso o aparelhou “sumiu”.

Sem contato com os cientistas, o robô responsável pela missão só conseguiu completar uma parte dela. A intenção dos pesquisadores e da operadora da usina, era de que o aparelho andasse por 20 metros na parte de cima do compartimento de contenção, mas ele teria ficado preso em algum obstáculo após ter feito metade do caminho.

Estava previsto a coleta do nível de radiação e medição da temperatura em 18 pontos, mas a máquina só conseguiu fazer isso em 14 pontos. Sem condições de recuperar o aparelho, a TEPCO preferiu abandoná-lo no interior do compartimento e cortou o cabo da conexão.

Os níveis de radiação podem ter sido os responsáveis pela “morte" do robô. A empresa não confirma isso, mas de acordo com o jornal Mainichi, não se pode descartar essa possibilidade. As imagens transmitidas pelo aparelho foram assustadoras e mostraram um interior escuro e destruído, como num cenário de guerra.

Fica agora a expectativa do que será feito para conter o vazamento na usina que já dura 4 anos. O governo do Japão e a Tokyo Eletric Power (TEPCO) ainda não encontraram uma solução para esse grave problema. Outra preocupação é a forma de armazenamento da água do mar que é utilizada para o resfriamento e sai contaminada da usina. É esperar e torcer para que tudo dê certo.