O presidente de Cuba, Raúl Castro, isentou Barack Obama da culpa de ações políticas contrárias ao país que foram cometidas por "dez antecedentes" do atual líder dos Estados Unidos.

Em sua fala, Castro afirmou que tem expressado "disposição ao diálogo" com Obama e chamou o governante dos EUA de "um homem honesto". Logo depois, pediu desculpas por sua emotividade em "defesa da revolução".

Castro começou seu discurso na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, dizendo que "já era hora de eu falar aqui em nome de Cuba", referindo-se à primeira participação de seu país no encontro dos líderes do continente americano.

Ele iniciou sua intervenção logo após a fala do líder norte-americano.

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Assim que o governante anfitrião, Juan Carlos Varela, anunciou seu nome, todos na plenária o aplaudiram.

Fim do embargo



O presidente cubano exigiu dos EUA que seja resolvido o embargo comercial imposto em 1962 contra a ilha. "Esse e outros elementos devem se resolver no processo de normalização das relações.

O líder cubano ressaltou ainda que seu governo aprecia a possível exclusão de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo e acredita que a potência mundial vai decidir rapidamente sobre o tema. Segundo ele, seu país "nunca deveria ter estado" nesta lista.

O irmão de Fidel Castro disse ainda que vê com bons olhos o fato de Obama considerar que a Venezuela "não é uma ameaça".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesse sábado (11), durante discurso na Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, que seu país não ficará preso ao passado e que as mudanças na política entre os EUA e Cuba "abrem uma nova era no Hemisfério".

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"Os EUA não ficarão presos ao passado. É a primeira vez que em mais de meio século que serão restabelecidadas formalmente as relações diplomáticas", disse Obama, que considerou histórico o fato de estar sentado numa mesma mesa com o presidente de Cuba, Raúl Castro

"Penso que não é segredo que continuarão existindo diferenças entre nossos países (...) mas acredito que se conseguirmos seguir esse movimento adiante, serão criadas novas oportunidades (...) Nunca antes as relações com a América Latina foram tão boas", complementou o presidente norte-americano.

Durante seu discurso, Obama propôs US$ 1 bilhão para ajudar os países da América Central e anunciou que pretende impulsionar o intercâmbio entre estudantes da América Latina e a potência norte-americana. #Eleições