Apesar da ajuda de equipes de resgate de vários países, as condições de sobrevivência no #Nepal continuam caóticas. Após a tragédia causada pelo #Terremoto de magnitude 7.8 na escala Richter que afetou quase todo o país, a população desesperada e abalada por tremores secundários teme a falta de água e comida. Sem abrigos suficientes, são centenas de milhares ainda dormindo nas ruas.

Até agora o governo confirma 5.057 mortes e 11 mil feridos. Números que não param de crescer na medida em que mais escombros são vasculhados. Segundo a ONU, cerca de 8 milhões de habitantes do país foram afetados direta ou indiretamente, ou seja, quase um terço da população.

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Conflito com a polícia na tentativa de sair de Katmandu

Na última madrugada, milhares de pessoas se reuniram em um terminal rodoviário de Katmandu, onde deveriam estar 250 ônibus especiais, prometidos pelo governo, para que pudessem deixar a capital. Porém, não havia ônibus algum. Kishor Kavre, estudante que deseja deixar a cidade em ruínas, afirmou que aguardavam desde o amanhecer e não tinham ideia de quando chegariam os ônibus, acrescentando: "Temos pressa em retornar para casa e encontrar nossas famílias". Diante do clima de revolta, foi acionada a polícia anti distúrbios que entrou em conflito com a população.

A dificuldade em levar ajuda

Em um dos distritos mais afetados, Gorkha, a situação é ainda pior. Devido à dificuldade de acesso, os moradores até agora não receberam nenhuma ajuda.

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Desesperados, ao verem um helicóptero militar indiano sobrevoando o local, correram em sua direção pedindo água e mantimentos.

Nesta quarta-feira (29), o porta-voz do exército Jagdish Pokharel, declarou: "Estamos fazendo tudo o que é possível para chegar ao maior número de lugares. O tempo melhorou e esperamos poder ajudar mais vítimas". Já o primeiro-ministro nepalês, Sushil Koirala, anunciou que o governo tentará levar auxílio urgente para os locais mais remotos do Himalaia.

Ontem, terça-feira (28), um helicóptero conseguiu chegar ao local de uma avalanche em Ghoratabela. Muito frequentado por montanhistas, estima-se que ali morreram entre 200 e 250 pessoas. Dezoito sobreviventes foram resgatados até agora.

A geografia montanhosa e as más condições meteorológicas dificultam as buscas e os resgates. Agrava a situação o despreparo deste país, que é um dos mais pobres da região, e começa a enfrentar a revolta advinda do caos causado por tamanha destruição.